entre a forme e o pecado

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Kai




Bella não era mais só um problema.
Era um risco.
Um risco delicioso. Um risco que eu queria enfiar na boca, pressionar na parede e marcar até ela esquecer o próprio nome.

E o pior é que ela sabia.

A luz fraca do teto escorria pelo rosto dela, deixando o suor na clavícula brilhar. O peito subia e descia rápido, não só pelo medo — mas pela adrenalina. Pelo desejo que ela tentava esconder de mim, de nós, de si mesma.

— Olha pra mim — ordenei.

E ela obedeceu.

Não por medo.
Não mais.

Quando eu toquei sua cintura, ela arqueou levemente o corpo — e isso fez o sangue ferver tão rápido que quase ri.

— Você gosta disso, né? — sussurrei, aproximando meus lábios da orelha dela sem encostar. — De nós dois. Te cercando. Te prendendo. Te deixando sem saída.

Ela respirou fundo, quente, quase um gemido preso.

Will se aproximou pela lateral, boca encostando na pele do ombro dela, descendo devagar até a clavícula. Bella soltou um suspiro que fez cada músculo do meu corpo ficar tenso.

Ele tira o moletom dela deixando-a apenas de sutiã. Ele pega um dos seus seios e coloca na boca. Ela solta um gemido suave, quase reprimido. Enquanto Will suga seu peito como se tivesse esperado por esse momento a vida toda. E eu realmente acredito que tenha esperado.

Ela virou o rosto pra mim — e eu não resisti. Segurei o queixo dela firme e capturei sua boca.

Não foi suave.
Foi fome.
Fome antiga. Fome guardada por anos.

Bella gemeu contra meus lábios, um som pequeno que eu juro que quase me fez perder o controle ali mesmo.

Will deslizou a mão pela lateral do corpo dela, puxando-a pra mais perto de mim. Bella ficou espremida entre nós dois, e eu senti o corpo dela reagir, quente, entregue.

— Vocês... — ela tentou dizer, mas eu mordi seu lábio inferior só pra calar.

— Não fala nada — murmurei. — Sente.

A mão dela subiu pelo meu peito, lenta, explorando como se tivesse direito. Como se nunca tivesse sido proibido. O toque dela me atravessou, acendeu cada parte minha que eu tinha jurado que mataria.

— Tá achando que pode tocar assim? — segurei o pulso dela, trazendo sua mão mais perto da minha boca. — Você não faz ideia do que isso provoca.

Beijei seus dedos, um por um. Bella estremeceu inteira. Passei a língua entre seus dedos, sentindo seu gosto na ponta da minha língua.

Will segurou a cintura dela por trás, guiando o corpo dela contra o dele. O ar ficou pesado e quente.

Ele roçando seu pau ainda sob a calça contra a bunda dela ainda vestida. Se estragando. E eu posso ver na expressão que esta em seu rosto que por ele, ela já estaria sem roupa nenhuma a tempos.

Ela virou o rosto e beijou Will — de surpresa, com vontade.
E eu senti o estômago revirar de prazer e raiva ao mesmo tempo. Ciúmes, talvez. Mas de certa forma eu gostava, gostava da dor que isso me causava.

Will gemeu baixo, prendendo o quadril dela com mais força.

Eu aproximei minha boca do pescoço dela e beijei ali, lento, depois mais forte, até sentir o corpo dela perder o ritmo.

— Acha que tá no controle, Bella? — murmurei contra a pele dela, enquanto ela trocava o beijo entre mim e o Will, indo de um pro outro com uma ousadia que me fez sorrir. — Então prova.

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