inicio do fim

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Presente

Bella

Ali, jogada naquele chão gelado do terraço, com a brisa fria da madrugada fazendo meus cabelos voarem sobre o meu rosto. Com os meus demônios ali, bem na minha frente. Prestes a pôr um fim na minha fatídica vida, eles me fazem questionar toda a minha existência. E como as coisas teriam sido diferentes se eu não tivesse saído com eles naquela Devil's Night.

Damon sorri de forma cruel e inclina a faca, fazendo um pequeno corte na minha bochecha. A dor é aguda e imediata, e sinto o sangue quente escorrer pelo meu rosto.

— Isso é só o começo, Bella — ele murmura, enquanto Michael e Kai mantêm um aperto firme em meus braços.

— Você gosta de jogos, não é? — Kai pergunta, sua voz carregada de desprezo. — Vamos brincar de esconde-esconde de novo, mas desta vez, as regras mudaram.

Eles me empurram para o centro da sala, onde a escuridão é quase absoluta. Meu corpo inteiro treme, e a adrenalina corre por minhas veias. Tento pensar em uma saída, mas a realidade é implacável: estou presa e à mercê deles.

— Deixe-me explicar as novas regras — Will diz, sua voz suave e ameaçadora. — Vamos te dar um minuto para correr. Se conseguirmos te pegar de novo... — ele deixa a frase no ar, um sorriso maligno se formando em seu rosto.

Meu coração dispara ainda mais, e a única coisa que consigo pensar é em fugir. Não há mais tempo para hesitar.

— Um minuto — Damon diz, olhando para um relógio inexistente em seu pulso. — Corre, Bella. Corre como se sua vida dependesse disso, porque depende.

Sem esperar mais, corro para a porta da frente e a abro com um puxão desesperado. A noite lá fora é tão escura quanto o interior do prédio, mas não tenho escolha. Corro para a rua, meus pés batendo no asfalto quente, a respiração ofegante e irregular.

Se eu puder chegar ao fim do quarteirão, talvez encontre ajuda. Mas cada passo parece uma eternidade, e os gritos e risadas dos meninos ecoam atrás de mim. Eles estão vindo, e não vão parar até que me encontrem.

Olho desesperadamente ao redor, procurando qualquer sinal de vida, qualquer coisa que possa me ajudar. Luzes distantes de carros passam pela estrada, mas é como se o mundo tivesse se tornado um lugar desolado e sem esperança.

Viro uma esquina e vejo um beco estreito. Sem pensar duas vezes, corro para dentro dele, esperando que a escuridão possa me esconder. Mas, ao mesmo tempo, sei que é uma escolha arriscada. Se eles me encontrarem aqui, estarei encurralada.

O tempo parece se arrastar enquanto me escondo atrás de uma pilha de caixas. Tento controlar minha respiração, fazendo o mínimo de barulho possível. O silêncio é interrompido apenas pelo som distante dos meus perseguidores, que se aproxima cada vez mais.

Fecho os olhos e me agarro a qualquer esperança restante. Se eu puder resistir por mais alguns minutos, talvez eles desistam. Mas, no fundo, sei que não vão parar até me encontrar.

Ouço passos ecoando pelo beco, e minha respiração para por um momento. Eles estão aqui.

— Você acha que pode se esconder, Bella? — a voz de Kai é suave, mas carregada de ameaça. — Vamos te achar. Sempre achamos.

Eles se aproximam, e sinto o terror tomar conta de mim. Tento me encolher ainda mais nas sombras, mas sei que é inútil. A escuridão não pode me proteger.

E então, a luz de sua máscara reluz contra a luz da lua. Sua máscara prateada é quase como a imagem do meu pior pesadelo refletindo tudo que mais temo nesse momento.

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