Capítulo 14 | MELANIE

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Ver o Xerife perder o controle era minha nova coisa favorita.

Ele não hesitou nem por um segundo, com um movimento ágil, tirou as botas e o uniforme, revelando o corpo musculoso que eu já conhecia bem. Não consegui evitar um sorriso enquanto o observava entrar na água.

O lago estava calmo, a água refletindo a luz suave da lua. Quando ele me puxou para si, nossos corpos queimaram um no outro, ansiosos. A água estava fria, mas o calor entre nós era inegável.

― Moça, você é doida ― ele murmurou com sua voz grave e carregada de desejo.

― Um pouco de loucura não faz mal ― digo, esquecendo tudo, sentindo apenas o silêncio confortável do lago, quebrado apenas pelo som suave da água. ― Esse lugar é incrível.

― É um dos meus favoritos ― ele respondeu, me puxando para mais perto. ― Venho aqui quando preciso pensar, ou simplesmente me afastar de tudo.

― Estou feliz que tenha me trazido aqui ― digo, repousando a cabeça no seu ombro. Eu tive um pouco de medo, mas também foi bom compartilhar algo com ele.

Eventualmente o frio nos alcançou. Grant saiu da água primeiro, e em seguida me ajudou a sair. Eu coloquei minhas roupas e esperei-o enquanto terminava de se vestir. Que homem gostoso!

Ele pegou minha mão e me levou até o carro. Depois, dirigiu em silêncio, sendo o som suave do motor a única interrupção da quietude. Eu olhei pela janela, perdida em pensamentos conforme nos afastávamos do lago.

Parecia haver algo mais entre nós, algo que eu não sabia definir.

Quando chegamos em casa, Grant estacionou o carro e desligou o motor. Ele se virou para mim, seus olhos encontrando os meus, e vi um brilho de ternura e desejo que fez meu coração disparar.

― Foi uma noite incrível ― ele disse, um sorriso suave nos lábios.

― Foi mesmo ― concordei, sentindo uma mistura de satisfação e expectativa. ― Sabe, ela pode continuar sendo incrível.

Grant levantou uma sobrancelha, intrigado. ― Ah, é? Como?

Eu abri a porta do carro, saí e me virei para ele, um sorriso travesso nos lábios. ― Por que não entra e descobrimos?

Ele hesitou por um momento, mas então abriu a porta e saiu do carro. Caminhou até mim, e juntos subimos os degraus até a minha porta. Eu destranquei a porta, e ele me seguiu para dentro. O ambiente da casa estava calmo e reconfortante, a luz suave das lâmpadas criando uma atmosfera íntima.

Fechei a porta atrás de nós, e antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, Grant me puxou para mais perto, seus lábios encontrando os meus em um beijo ardente. Senti uma onda de desejo me percorrer, e correspondi ao beijo com igual intensidade.

― Melanie ― ele murmurou entre os beijos, sua voz rouca de desejo. ― Você me deixa louco.

Sua declaração faz o meu coração disparar e uma onda de excitação percorrer o meu corpo. Eu o puxei para mais perto, aprofundando o beijo, sentindo a urgência crescer entre nós. Suas mãos deslizaram pelo meu corpo, explorando cada curva com devoção.

― Grant... ― sussurrei, quebrando o beijo apenas suficiente para olhar em seus olhos. ― Eu quero você.

Ele não precisou de outro incentivo, me levantou em seus braços e me levou para o quarto. Colocou-me delicadamente na cama, e seus olhos percorreram meu corpo com uma intensidade que me fez arrepiar.

Você é incrível ― ele disse, sua voz cheia de admiração.

Sem mais palavras, nos livramos das nossas roupas, nossos movimentos ficaram apressados pela paixão que nos consumia. Quando finalmente estávamos nus, Grant se deitou sobre mim, sua pele quente contra a minha. Seus lábios encontraram os meus novamente, e o beijo se tornou ainda mais profundo e faminto.

Minhas mãos exploraram suas costas, sentindo cada músculo se contrair sob meus toques. Ele desceu seus beijos pelo meu pescoço, ombros, e continuou descendo até chegar aos meus seios, onde ele parou para saborear cada um, fazendo-me gemer de prazer.

Seus dedos deslizaram pela minha barriga, encontrando o caminho até minha intimidade. Ele começou a me tocar com habilidade, arrancando mais gemidos de meus lábios. Senti o calor se acumular dentro de mim, e minha respiração se tornou ofegante.

― Grant, por favor... ― implorei, desejando mais.

Ele se posicionou entre minhas pernas, e com um movimento lento e deliberado, ele entrou em mim. Gemi alto, sentindo-o me preencher completamente. Ele começou a se mover, seus movimentos inicialmente lentos e profundos, criando uma sensação de prazer que aumentava a cada segundo.

― Você é incrível ― ele repetiu, suas palavras entrecortadas pelo ritmo de nossos corpos.

Nosso ritmo aumentou, e o quarto foi preenchido com os sons de nossos corpos se encontrando e nossos gemidos de prazer. Cada movimento nos aproximava mais do clímax, e a conexão entre nós parecia mais intensa do que nunca.

Finalmente, senti a onda de prazer crescer dentro de mim até que não pude mais segurar. Gemi alto, meu corpo tremendo com o orgasmo que me consumia. Grant logo me seguiu, gemendo meu nome enquanto ele também atingia o clímax, nossos corpos se movendo em sincronia até que finalmente caímos exaustos na cama.

Ficamos deitados, ainda entrelaçados, nossas respirações se acalmando aos poucos. Ele me puxou para mais perto, seu braço envolvendo meu corpo. Ficamos em silêncio, ele, assim como eu, provavelmente estava pensativo sobre o que acabamos de fazer.

Todas as vezes que transamos foram intensas. Mas essa havia sido diferente. Porque algo em nós estava diferente. Assumi para Dallas que estava sentindo algo forte por Grant, mas eu não sabia se isso também acontecia com ele.

Nós não conversamos. Eu adormeci nos seus braços e acordei sozinha.

Coloco uma camiseta larga e vou até a cozinha para preparar o meu café. Mas, sinto o aroma acolhedor de café recém-preparado no ar, misturando-se ao cheiro de sabonete.

― Bom dia ― murmurei, me aproximando dele.

Grant me olha, com seus brilhantes olhos azuis. Seu sorriso é caloroso e tranquilo, combina bem com um domingo tranquilo.

― Bom dia, dorminhoca ― ele responde, movendo-se para me abraçar suavemente antes de deixar um beijo na minha boca. ― Dormiu bem?

― Mais que bem ― respondi, sorrindo enquanto me aninhava em seus braços. Ele era quente como um cobertor no frio.

Voltei para o quarto para tomar um banho rápido, deixando-o na cozinha. A água quente relaxou meus músculos enquanto eu pensava nas últimas horas. Não sabia o que viria depois, mas por enquanto, estar com Grant era bom.

Vesti algo confortável e retornei à cozinha, onde encontrei Grant preparando café fresco.

― Café? ― ele ofereceu, estendendo-me uma xícara.

― Sim, por favor ― respondi, aceitando a xícara e me sentando à mesa.

O café nos aquecia por dentro, assim como o sol que começava a iluminar a cozinha. Conversamos sobre coisas simples, banalidades do dia a dia que de repente pareciam carregadas de significado. Entre risos e olhares furtivos, o flerte se misturava com a conversa, uma dança suave de palavras e sentimentos.

― Você tem planos para hoje? ― perguntei, tentando não parecer muito ansiosa.

― Eu pensei em passar algum tempo com você ― respondeu, direto. ― Se você quiser, claro.

Eu sorri. Considerando.

― Eu adoraria isso, Capitão. 

Amores Texanos 01 - Grant & MelanieOnde histórias criam vida. Descubra agora