CAPÍTULO 8.

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ANGEL WALKER

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ANGEL WALKER.

Um arrepio percorre meu corpo quando entro no campus da faculdade. meu coração bate forte no peito, e minhas palmas suam. sinto-me tão exposta aqui fora, ao ar livre, depois do que aconteceu no clube na sexta-feira à noite.

Desde aquele encontro com o homem mascarado, sou um prisioneira no meu apartamento. com muito medo de sair, abalada demais para encarar o mundo. mas não consigo faltar às aulas sem ficar para trás.

Puxo meu casaco mais apertado em volta de mim e corro pelo pátio, olhos disparando em cada sombra, cada movimento na minha visão periférica. a paranoia arranha minha mente. aquela figura está me observando por trás daquelas árvores? aquele arbusto farfalhou?

Agarro a alça da minha mochila como se fosse uma tábua de salvação, acelerando o passo.

Respira fundo, Angel. Não tem ninguém te seguindo.

Com a cabeça baixa, entro no prédio de ciência da computação e subo para o laboratório de codificação. o zumbido familiar das máquinas e o toque de teclas nos teclados acalmam instantaneamente minha ansiedade. este é meu elemento e onde estou no controle, onde o mundo faz sentido em linhas de código.

Eu ligo minha estação de trabalho e me perco na lógica e nos padrões organizados. mas minha mente continua voltando para a visão daquele homem com a máscara de caveira no Pulse e o som dos meus gritos enquanto ele comia minha buceta como nenhum homem jamais fez.

Deus, ele era um mestre do caralho com a língua, e eu nunca gozei tão forte ou rápido antes. claro, não sou exatamente experiente. tive um namorado no ensino médio com quem dormi e apenas um outro cara durante meu primeiro ano de faculdade.

A mensagem da Liv aparece na tela do meu celular, uma distração bem-vinda.

— Ei, garota, você está livre para um almoço mais cedo no lugar de sempre?

Eu respondo rapidamente.

— Sim, parece perfeito. vejo você lá em 20?

Arrumando minhas coisas, deixo de lado o desconforto persistente de antes.

O ar fresco do outono morde minhas bochechas quando saio, as folhas estalando sob meus pés. puxo meu casaco mais apertado e caminho pelo campus até a aconchegante cafeteria na Greek Row. nosso lugar de sempre.

Empurrando a porta, o aroma rico de café fresco e muffins assados na hora me envolve. Liv acena de nossa cabine habitual no canto de trás, um sorriso brilhante iluminando seu rosto.

— Aí está minha garota! - ela pula para me dar um abraço rápido. — você poderia usar um estimulante depois daquele laboratório de codificação brutal.

Reviro os olhos, mas não consigo deixar de sorrir para sua energia contagiante. — você me conhece muito bem. vamos colocar um pouco de cafeína e açúcar em mim, agora mesmo.

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