Nunca imaginei que perderia meu coração para o homem que roubou minha liberdade, mas agora estou presa em uma teia de desejo da qual não consigo escapar. eu era apenas uma garota do cidade pequena com grandes sonhos de criar videogames. mas quando J...
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ANGEL WALKER.
Um arrepio percorre meu corpo quando entro no campus da faculdade. meu coração bate forte no peito, e minhas palmas suam. sinto-me tão exposta aqui fora, ao ar livre, depois do que aconteceu no clube na sexta-feira à noite.
Desde aquele encontro com o homem mascarado, sou um prisioneira no meu apartamento. com muito medo de sair, abalada demais para encarar o mundo. mas não consigo faltar às aulas sem ficar para trás.
Puxo meu casaco mais apertado em volta de mim e corro pelo pátio, olhos disparando em cada sombra, cada movimento na minha visão periférica. a paranoia arranha minha mente. aquela figura está me observando por trás daquelas árvores? aquele arbusto farfalhou?
Agarro a alça da minha mochila como se fosse uma tábua de salvação, acelerando o passo.
Respira fundo, Angel. Não tem ninguém te seguindo.
Com a cabeça baixa, entro no prédio de ciência da computação e subo para o laboratório de codificação. o zumbido familiar das máquinas e o toque de teclas nos teclados acalmam instantaneamente minha ansiedade. este é meu elemento e onde estou no controle, onde o mundo faz sentido em linhas de código.
Eu ligo minha estação de trabalho e me perco na lógica e nos padrões organizados. mas minha mente continua voltando para a visão daquele homem com a máscara de caveira no Pulse e o som dos meus gritos enquanto ele comia minha buceta como nenhum homem jamais fez.
Deus, ele era um mestre do caralho com a língua, e eu nunca gozei tão forte ou rápido antes. claro, não sou exatamente experiente. tive um namorado no ensino médio com quem dormi e apenas um outro cara durante meu primeiro ano de faculdade.
A mensagem da Liv aparece na tela do meu celular, uma distração bem-vinda.
— Ei, garota, você está livre para um almoço mais cedo no lugar de sempre?
Eu respondo rapidamente.
— Sim, parece perfeito. vejo você lá em 20?
Arrumando minhas coisas, deixo de lado o desconforto persistente de antes.
O ar fresco do outono morde minhas bochechas quando saio, as folhas estalando sob meus pés. puxo meu casaco mais apertado e caminho pelo campus até a aconchegante cafeteria na Greek Row. nosso lugar de sempre.
Empurrando a porta, o aroma rico de café fresco e muffins assados na hora me envolve. Liv acena de nossa cabine habitual no canto de trás, um sorriso brilhante iluminando seu rosto.
— Aí está minha garota! - ela pula para me dar um abraço rápido. — você poderia usar um estimulante depois daquele laboratório de codificação brutal.
Reviro os olhos, mas não consigo deixar de sorrir para sua energia contagiante. — você me conhece muito bem. vamos colocar um pouco de cafeína e açúcar em mim, agora mesmo.