CAPÍTULO 25.

201 6 0
                                        

ANGEL WALKER

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

ANGEL WALKER.

A culpa está me comendo vivo.

Sento-me à pequena mesa, observando Jake preparar nosso jantar. a agitação nervosa no meu peito me surpreende. Não quero admitir, mas estou ficando confortável aqui - e isso me apavora.

Ele olha de relance, aqueles olhos penetrantes enxergando através de mim. — tem algo em mente, Baby? - ele se aproxima, seca as mãos em uma toalha e me puxa para seus braços.

Já faz duas semanas desde que escapei naquela noite. senti a onda de liberdade enquanto corria pelas sombras, tão perto de escapar. mas, de alguma forma, ele me encontrou. de novo.

Quando ele me toca, meu corpo me trai. cada beijo, cada carícia, cada invasão do meu corpo... é como uma droga da qual não consigo me cansar. eu gozo mais forte do que nunca, gritando seu nome. Uma parte de mim me odeia por isso, mas não consigo parar.

Meus pensamentos vão para meus amigos e minha família. eles estão de luto por mim? eles acham que estou morta? uma sensação de mal-estar toma conta de mim. enquanto eles choram, eu estou aqui, montando o pau desse louco e deixando-o me encher com seu esperma diariamente, várias vezes ao dia. deixando-o me dominar até que eu grite seu nome.

Eu afasto os pensamentos. não consigo pensar nisso agora. a culpa é avassaladora quando o faço. quero me afogar em Jake e em como ele me faz sentir.

Suas mãos percorrem meus braços, um gesto reconfortante.

— Você tem vontade de me ajudar com alguma codificação hoje à noite? - ele pergunta.

— Você sabe que eu amo nossas aulas. - respondo, tentando soar casual apesar de como minha frequência cardíaca acelera. é verdade. aprendi mais com Jake em duas semanas do que em todas as minhas aulas da faculdade.

Ele sorri, claramente ciente do efeito que tem sobre mim. — boa garota. prepare-se enquanto termino de me preparar para a mudança de amanhã.

Enquanto ligo o equipamento impressionante que ele montou, não consigo deixar de sentir uma pontada de tristeza. deixaremos está cidade em breve, colocando ainda mais distância entre mim e minha casa em Oakridge. uma parte de mim ainda anseia por essa vida, a familiaridade e o conforto dos meus amigos e familiares.

Mas então Jake retorna, sua presença comandando minha atenção total. ele se inclina sobre mim, seu corpo irradiando calor enquanto ele me guia pelo próximo conjunto de desafios de codificação. seu cheiro, aquela mistura inebriante de sândalo e algo exclusivamente dele, me cerca. meu foco se estreita para as linhas de código na minha frente e o estrondo de sua voz em meu ouvido.

Enquanto trabalhamos, nossos corpos roçam um no outro, enviando faíscas de eletricidade através de mim. eu luto contra vontade de me virar e capturar seus lábios com os meus, me perdendo no desejo avassalador que ele acende.

Porque por mais aterrorizante que essa situação seja, por mais que uma parte de mim ainda se rebele contra ela, não posso negar minha conexão com esse homem brilhante e perigoso. ele despertou algo primitivo em mim, um desejo que não consigo saciar, não importa quantas vezes ele me reivindique.

Nesses momentos de silêncio, só nós dois estamos perdidos no mundo do código. eu quase consigo esquecer a culpa e o medo que constantemente me roem.

— Porra! - Jake rosna.

Eu congelo, as linhas de código na tela ficam borradas. — o que há de errado? - pergunto hesitante.

Ele não olha para mim, sua mandíbula está bem cerrada. — eles estão atrás de nós.

Um arrepio percorre minha espinha. — quem? o que você quer dizer?

Finalmente, Jake encontra meu olhar, seus olhos brilhando com fúria e algo mais... medo? — as autoridades. eles encontraram evidências de que sua morte foi forjada.

A sala gira enquanto o peso de suas palavras afunda. minha morte... fingida. claro, eu já sabia disso, mas ouvir isso em voz alta novamente é como um soco no estômago.

Jake ainda está falando, as palavras saindo apressadas. — não sei como eles descobriram, mas emitiram um mandado busca para você. um caso de pessoa desaparecida.

Pessoas desaparecidas. meus amigos, minha família... eles acham que fui sequestrado? culpa e tristeza me dão nós por dentro.

— Angel. - a voz do Jake corta a névoa, e percebo que ele se aproximou, suas mãos segurando meus ombros firmemente. — ei, olhe para mim. nós vamos superar isso, ok? não vou deixar ninguém tirar você de mim.

Parte de mim quer recuar diante do toque dele, do brilho obsessivo em seus olhos. afinal, tudo isso é obra dele. foi ele quem me levou, que fingiu minha morte e me cortou de todos que eu amo.

Por mais que eu odeie admitir, estou apavorada com o que vai acontecer se eles me encontrarem. suponha que eles tentem me tirar do Jake.

Minha cabeça está girando, uma guerra está acontecendo dentro de mim enquanto emoções conflitantes me atingem de todos os lados. alívio por meus entes queridos não terem desistido de mim. medo do que Jake pode fazer para me manter com ele. vergonha pela forma como meu corpo ainda anseia por seu toque, seu domínio.

Eu deveria estar desesperada para escapar, para ficar o mais longe possível desse louco. mas enquanto Jake me puxa para seus braços, eu me encontro agarrada a ele, enterrando meu rosto na curva de seu pescoço enquanto ele acaricia meu cabelo.

— Vai ficar tudo bem, Baby. - ele murmura. — ninguém vai tirar você de mim.

Um arrepio percorre meu corpo diante da promessa sombria em sua voz. eu deveria estar lutando, gritando, tentando fugir.

Em vez disso, envolvo meus braços em volta do seu pescoço e o abraço, sentindo-me confortada e aterrorizada pelo seu abraço.

Porque por mais que eu queira minha liberdade, uma parte de mim não quer deixá-lo ir.

Olho para Jake, meu coração batendo forte enquanto ele se inclina para perto. seus lábios capturam os meus em um beijo que envia eletricidade por minhas veias.

Quando finalmente nos separamos, respirando pesadamente, Jake descansa sua testa contra a minha. seus penetrantes olhos azuis procuram meu rosto, um lampejo de vulnerabilidade em suas profundezas.

— Angel. - ele murmura, sua voz áspera de emoção. — você está preocupada com eles nos destruindo?

A pergunta me pega desprevenida, e sinto um aperto repentino no peito. o pensamento de ser separada do Jake perder essa conexão intensa que construímos me enche de pavor.

Engulo em seco, meus dedos se enrolando no tecido da camisa dele. — eu... eu não gosto da ideia de nos separarmos. - admito suavemente, surpresa com minha honestidade crua.

Os braços do Jake apertam-me, puxando-me para perto de seu corpo duro. — não vou deixar isso acontecer. - ele promete ferozmente, seu olhar queimando o meu. — farei o que for preciso para mantê-la comigo.

— Jake. - respiro, minha voz tremendo com a força das minhas emoções. — eu... eu não quero te perder.

As palavras parecem uma traição, uma faca se torcendo em meu intestino enquanto penso em minha família e amigos. mas envolto nos braços do Jake, não posso negar sua verdade.

Ele captura meus lábios em outro beijo contundente, despejando toda sua paixão e obsessão no toque. eu me agarro a ele, me perdendo no calor de sua boca, na pressão de seu corpo contra o meu.

Quando ele se afasta, seus olhos estão escuros com promessa. — você não vai me perder, Baby. eu vou garantir isso.

E mesmo que uma parte de mim saiba que eu deveria estar lutando contra isso, contra ele, eu me pego acreditando em suas palavras. porque agora mesmo, o pensamento de ser arrancado do Jake é assustador.

CARNAVAL STALKEROnde histórias criam vida. Descubra agora