CAPÍTULO 26.

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JAKE VOOHEERS

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JAKE VOOHEERS.

Sento-me na cadeira, respirando fundo enquanto a percepção me atinge. não foram as autoridades. alguém está fazendo um jogo distorcido, deixando migalhas de pão para eu seguir.

Meus dedos voam pelo teclado, cavando mais fundo nos relatórios falsos. quanto mais eu desvendar, mais claro fica: um hacker rival mexe comigo, tentando me fazer escorregar e me expor.

Uma risada baixa escapa dos meus lábios. eles deveriam saber que não devem me subestimar. sou o melhor no jogo e não serei enganado tão facilmente. rastreio a trilha digital de volta à sua fonte com alguns toques de tecla, descobrindo a identidade do hacker.

A doença me atinge quando reconheço o estilo de codificação da assinatura. Verônica.

A vadia tem coragem. ela está brincando, achando que pode entrar na minha cabeça e mexer comigo. bem, ela está prestes a aprender uma lição difícil. eu me inclino para frente, meus olhos se estreitando enquanto foco na tela.

A raiva ferve dentro de mim como um poço em chamas. ainda posso sentir as mãos daquela cobra em mim e ouvir seus sussurros repugnantes. ela se aproveitou da minha inocência e me deixou traumatizado.

Eu corri dela, buscando refúgio no carnaval, mas ela não desistiu. ela continuou tentando me rastrear como um caçador perseguindo sua presa. eu tive que cobrir meus rastros e viver constantemente, temendo que ela me encontrasse novamente.

Mas agora a situação virou. a única coisa boa que ela fez por mim foi me ensinar a programar, e agora não sou mais aquela criança assustada. sou uma força a ser reconhecida. eu me afasto da minha mesa, as rodas da minha cadeira rangendo contra o chão.

Meu coração martela no peito enquanto a adrenalina corre em minhas veias. Quero confrontar a vadia e fazê-la pagar pelo que fez. fazê-la sofrer como ela me machucou.

Olho para a tela em descrença, meu sangue fervendo enquanto as peças se encaixam. como diabos ela conseguiu acesso aos meus sistemas? oensei que tinha coberto todas as minhas bases, mas aquela vadia conivente conseguiu escapar das minhas defesas.

Eu cerro os dentes e mergulho no código, vasculhando cada linha em busca de qualquer vestígio de suas impressões digitais. não demora muito para que eu descubra os hacks sutis que ela implementou, concedendo a ela acesso às minhas webcams e microfones. uma onda de náusea me invade quando percebo as implicações. ela está me observando... nos observando.

Minha mente volta aos momentos íntimos que Angel e eu compartilhamos neste trailer. a maneira como seu corpo se arqueava sob meu toque, os sons de seu prazer ecoando nas paredes. Elizabeth violou nossa privacidade e contaminou aqueles momentos sagrados com seu voyeurismo distorcido.

Não vou dar a ela a satisfação de me ver perder o controle. manter a calma é essencial. depois de remover todos os seus hacks, protejo meus sistemas novamente.

Cerro os punhos, minhas unhas cravando nas palmas enquanto respiro lenta e firmemente. — você não vai escapar dessa. - sussurro. — vou expor você como o monstro que você é.

Um sorriso frio brinca em meus lábios enquanto imagino o medo que a consumiu quando percebo que me tornei caçado ela roubou minha inocência, mas não leva Angel. eu a derrubarei, pedaço por pedaço, e mostrarei a ela o verdadeiro significado do poder.

Angel entra no trailer, o cheiro irresistível de corn dogs fritos enche o ar. minha boca enche d'água brevemente antes que uma fome familiar se agite dentro de mim, uma que nenhuma comida pode satisfazer.

— Ei. - ela diz com um sorriso caloroso que pode apagar instantaneamente a escuridão do meu passado, segurando a cesta de papel. — achei que você poderia estar com fome, então peguei um lanche para nós.

Uma risada baixa ressoa em meu peito enquanto eu bebo a vista, meus olhos vagando pelas curvas de seu corpo. — esto com fome, tudo bem, mas não de comida.

As bochechas da Angel ficam vermelhas em um tom delicioso de carmim quando ela percebe o calor inconfundível em meu olhar. ela conhece esse olhar muito bem, e eu posso ver a antecipação crescendo dentro dela.

— Na verdade. - digo, chamando-a para mais perto com um dedo torto. — tenho boas notícias.

Ela coloca a cesta de lado e se move em minha direção, seus quadris balançando a cada passo. eu estendo a mão, puxando-a para o meu colo e me deleitando com a maneira como ela se derrete contra mim.

— Aquele relatório que eu tropecei antes? aquele sobre as autoridades estarem atrás de nós? - eu afasto um fio de cabelo do rosto dela. — foi tudo um estratagema fabricado por uma vadia ciumenta do meu passado.

Os olhos da Angel se arregalam, alívio e confusão brincando em suas feições delicadas. — mas por que alguém faria isso?

— Não importa. - murmuro, deixando um ras de beijos ao longo da curva do seu pescoço. Elizabeth tinha essa ideia doentia e distorcida de que eu não era seu filho, mas seu parceiro, com apenas dez anos de idade, quando ela assumiu.

E quando eu corri, ela odiou. eu sei exatamente o porquê. ela é uma vadia ciumenta. — o que importa é que eu estou atrás deles, e vou garantir que eles se arrependam de terem mexido com a gente.

Ela estremece em meus braços, sua respiração fica presa na garganta enquanto meus lábios encontram aquele ponto sensível abaixo de sua orelha. — o que você vai fazer?

Um sorriso perverso puxa os cantos da minha boca. — vamos apenas dizer que eles estão prestes a aprender uma lição dolorosa sobre as consequências de me cruzar.

Capturou seus lábios em um beijo ardente, despejando cada gota do meu desejo possessivo no abraço apaixonado. ela se derrete contra mim, seus dedos se enredando em meu cabelo enquanto ela se rende à necessidade dolorida que nos consome.

Por enquanto, o resto do mundo pode esperar. tudo o que importa é este momento, esta fome insaciável que só Angel pode satisfazer. e quando chegar a hora de lidar com meus demônios, Elizabeth desejará nunca ter ousado ameaçar o que é meu.

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