Alfonso
Sou um homem de quarenta anos que bateu punheta no banheiro enquanto tinha uma mulher no quarto ao lado literalmente implorando para ser fodida. Foi a isso que me resumi. Como se não fosse o suficiente, ainda me prestei ao papel de dormir ao lado dela porque aquela irresponsável claramente não sabe beber e eu não podia deixar que morresse no primeiro porre que tomou na vida. E a cereja do bolo foi ela me agradecer por não ter tirado a sua virgindade enquanto estava desmaiada de bêbada. Que espécie de filho da puta aquela garota acha que eu sou? Não preciso nem dizer que meu humor está no saco hoje. Passei o dia inteiro distribuindo patadas a quem aparecesse na minha frente e falhando em manter um sorriso minimamente cordial. E Anahi estava ali, como a minha maldita sombra, me encarando com aqueles olhos enormes e reticentes. Reclama que eu a trato feito uma garotinha, mas se comporta como uma. Fica o tempo inteiro parecendo pronta para sair correndo com qualquer grito meu. Ela me irrita. Me confunde e me fascina. Sua inocência tão visível me atrai de um jeito estranho, e cada vez que resolve bancar a mulher fatal, me tira completamente do sério e tudo que quero fazer é calar aquela boca dela com a minha. Existe uma parte minha que está curiosa para saber que versão de Anahi vou encontrar hoje à noite, no evento de encerramento. Bato na porta do seu quarto, e ela demora alguns segundos para abrir. Irritado, estou prestes a bater de novo quando finalmente destranca a porta. E a bronca que eu estava para dar morre na minha boca. Com os lábios pintados de um vermelho vibrante presos entre os dentes, ela me olha com cautela, como se esperasse aprovação. O vestido é quase da mesma cor, vermelho-sangue, longo, com um decote que cai praticamente até o seu umbigo. O cabelo está ondulado, e a maquiagem está feita. Na minha frente está uma mulher que vai atrair cada olhar daquela festa, e não tem uma maldita chance de eu a deixar sozinha por um segundo esta noite.
— Eu não sabia o que vestir. O senhor disse para...
— Você — corrijo e ando na sua direção. — Não vou repetir. Ela faz que sim com a cabeça, e eu desço os olhos pelo seu corpo, focando nos seios apertados pelo decote generoso.
— Estou arrumada o suficiente? — pergunta baixinho. Passo a mão pelo seu pescoço e aperto a parte de trás.
— Você está linda — digo e subo a outra mão pela sua cintura. — E já que gritou na minha cara ontem que eu disse que você ia ser minha durante a viagem e não estava te dando atenção, essa noite você não sai de debaixo das minhas vistas. Seu pescoço ganha a coloração avermelhada deliciosa quase imediatamente, e ela sobe os olhos arregalados para mim.
— Alfonso, eu tinha bebido demais. Não quis dizer... Me desculpa.
— Amanhã, Anahi — digo e puxo o queixo dela para cima. — Amanhã você pede todas as desculpas que está me devendo e volta a ser a funcionária exemplar que vinha sendo, mas hoje nós ainda estamos aqui. Hoje você não é minha secretária, é minha acompanhante. Entendidos? Ela faz que sim com a cabeça e continua me olhando enquanto eu a solto e ofereço um braço. Ela engancha o seu ali, e seguimos para o elevador. O salão do hotel onde está acontecendo o coquetel de encerramento já está cheio quando chegamos. Como previ, cada maldito par de olhos se vira da direção dela, e eu aperto sua cintura enquanto caminhamos, sabendo muito bem o que está se passando na cabeça de cada homem que a olha. Uma garçonete passa por nós carregando uma bandeja com taças de champanhe, e Anahi estende a mão para pegar uma, mas aperto seu braço e a conduzo para a pista de dança ao invés disso.
— Sem beber hoje — digo e a prendo de frente para mim. Ela cora inteira e desvia o olhar. Coloco seus braços em volta do meu pescoço e começo a mover nós dois para lá e para cá.
— O que você está fazendo? — pergunta, olhando ao redor apressadamente.
— Dançando com a minha acompanhante — respondo e a rodopio antes de a prender de volta em mim.
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Uma virgem resgatada pelo CEO - AyA
RomanceAlfonso Herrera é um CEO frio, rude e que não tem interesse em relacionamentos. Com a vida rodeada de luxúria, o dono da maior rede de sex shops do país repele tudo o que não esteja relacionado ao sexo. Até conhecer Anahi Portilla, sua nova secretár...