34. Supresas

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O salão de jantar era lindo, uma mesa grande com muita comida para poucas pessoas. Varios criados, quase um para cada. Os talheres de prata brilhavam ao lado das taças de cristal. O cheiro no ambiente era um sinal que a comida era muito boa. O rei, no entanto, mantinha uma expressão distante, acenando de forma vaga enquanto sua mente parecia perdida em pensamentos. Contudo, quando os rapares entraram no salão, sua fachada de indiferença se estilhaçou, e um olhar frio e ressentido emergiu.

— Amanhã vamos voltar — Fala o Duque, Yoongi — Você tem tanto a ver e aprender meu menino! Eu ainda não acredito que você voltou para nós.

O rapaz sorrir e senta ao lado do tio [Estou ansioso!] mas o sorriso morre assim que ele olha Jimin do outro lado da mesa sentado ao lado da rainha.

— Bem, agora que voltou acho que a familia pode começar uma nova fase, estou pensando em dá um baile na proxima temporada. Voltar os laços com o resto da nobreza. 

 Miran sorrir 

— Soube que foi as terras do Mangjeol para saber mais do Taehyung e tentar integrar ele a corte real — ela olha Jimin — Bem, como deu certo depois da passagem dele nas terras, vamos dá inicio a integração dele na corte!

Jimin sorrir, um sorriso tão grande que seus olhos acompanham sorrindo também, e quando o sorriso diminuiu ele pega Taehyung o encarando. 

— Sim, claro isso será benefico a todos, mas minha rainha. Toda familia está ansiosa pela volta do Tae, ele não vai voltar para o palacio tão cedo. — Yoong olhou a rainha e os dois se encararam por um tempo até a mulher sorrir.

 — Claro! Mas eu faço questão que o seu sobrinho seja o primeiro integrante da corte real do meu filho. — Mirai responde e olha Taehyung sorrindo.

— As vezes esqueço que vocês dois são amigos de infancia. — Sung, o rei fala — Mas quando vocês agem assim eu logo lembro. 

— Bem, a última vez que estive aqui foi décadas atrás, para deixar Yuna com meu pai — comentou o duque. — E agora irei levar o herdeiro dela de volta. Parece um ciclo promissor! — Ele riu, olhando o sobrinho com carinho. — Mas você precisa me contar tudo sobre sua infância e seu pai. Sei que ele deve ter tido seus motivos para se manter distante e eu respeito isso, mas gostaria de entender.

O rei lançou um olhar estranho para o duque ao ouvir o nome de Yuna, mas sua expressão sombria passou despercebida pela maioria, exceto pela concubina, que o observava atentamente. Taehyung, sem querer revelar demais, respondeu com uma meia verdade, sinalizando calmamente:

— [Lembro de algumas coisas, mas não tudo só de alguns nomes: o nome do meu pai e sua irmã mais velha, minha tia e alguns fatos da minha infância.]

Quando a refeição foi servida, as conversas ao redor da mesa fluíram de forma educada, com os nobres discutindo planos de viagem. O duque e Taehyung conversaram sobre a visita planejada às terras do clã Mangjeol, onde Taehyung conheceria todo o território de sua família materna e seria integrado a familia de forma oficial recebendo os documentos. E até mesmo as interações entre a rainha e a concubina foram cordiais e atenciosas, para surpresa da última. A rainha sempre se mostrava gentil, perguntando com sinceridade sobre a saúde da jovem e do bebê, algo que a deixou a moça desconfortável, sem saber como agir, pois esperava confrontos ou indiretas, e não essa amabilidade inesperada durante a estadia da majestade no palácio.

Após o jantar, todos seguiram para seus aposentos. Apesar de terem quartos separados, Jimin e Taehyung, em um silêncio cúmplice, acabaram indo juntos para o quarto de Taehyung. Ao chegarem, o maior uniu as duas camas, colocando um cobertor maior sobre elas, para que parecessem uma cama de casal. 

Jimin sorriu, um pouco nervoso, se aproximou do ruivo e o puxou para a cama. Ela era grande mas mesmo assim ele se enfiou nos braços do outro. Taehyung com o coração acelerado, começou a carinho em sua cabeça em silencio, o vai e vem dos seus dedos acabaram por fazer outro dormir em seus braços.

Na manhã seguinte, Taehyung e o tio partiram cedo para a viagem até as terras do clã Mangjeol. Antes de deixarem o quarto, Jimin e Taehyung se despediram em particular, trocando beijos e gestos de carinho que não seriam bem-vistos em uma despedida pública. Quando a carruagem saiu, sob os olhares de todos, seu adeus foi feito com palavras e gestos à distância. A viagem foi monótona para Taehyung, que dormiu quase o trajeto inteiro, mas ao chegar nas terras da família, sentiu algo estranho ao descer da carruagem, sem entender a origem daquele sentimento.

Seu pequeno primo, ao ver saindo da carruagem que se aproximava, correu até ele e o abraçou.

— Você voltou! Eu tive tanto medo de que sumisse como a tia nas histórias... — A criança estava visivelmente abalada, com os olhos marejados, e Taehyung se sentiu culpado por suas intenções anteriores de fuga. Pela primeira vez, pensou em como a criança teria reagido se ele tivesse realmente ido embora a cavalo logo após ele o mostrar o estabulo da familia.

Os criados iam e vinham apressados, carregando mantimentos e itens essenciais, o que deixou Taehyung ainda mais intrigado. Nem mesmo quando chegou com o príncipe a movimentação na casa principal fora tão intensa. Foi então que a matriarca da família apareceu à porta com um sorriso radiante e um colocar de perolas no pescoço.

— Soube que recuperou parte da sua memória, meu menino precioso! Um mensageiro trouxe as boas novas hoje cedo — disse a senhora com alegria. — E bem a tempo! Imagino como ela se sentiria se você não a reconhecesse. — Ela indicou a casa com um gesto caloroso. — Vamos, todos já estão à mesa de jantar!

Confuso, mas preferindo não questionar por enquanto, Taehyung acompanhou a matriarca, imaginando que talvez fosse melhor observar antes de tirar conclusões. Ao entrar no salão de jantar, seu rosto se transformou em pura surpresa. Sentado à mesa, estava seu pai e ao lado dele, a sereia ruiva de antes, ambos em forma humana, e ela agora sendo tratada como uma convidada especial por sua família materna. A confusão era evidente em seus olhos, mas seu pai se levantou e, de forma teatral, caminhou até ele para abraçá-lo.

— Que bom que chegou, meu filho! Não se preocupe, eu expliquei tudo à sua família para que você não precise se esforçar. E sua noiva já foi apresentada também! — disse seu pai com um sorriso afável.

Nesse instante, Mikha, sorriu para Taehyung e se aproximou, o envolvendo em um abraço rápido antes de murmurar em seu ouvido:

— Siga o fluxo, é o melhor que pode fazer por enquanto.

— Siga o fluxo, é o melhor que pode fazer por enquanto

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Destiny - Vmin MinvOnde histórias criam vida. Descubra agora