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Narradora Pov

Killian estava cuidando dos grifos quando Morgana chegou pela manhã.

(Killian) - Alguma novidade?

(Morgana) - Consegui a poção, meu marido conseguiu todos os ingredientes que eu precisava para resolver esse e outros problemas, só por isso eu deixei ele voltar pra casa. - Killian riu.

Morgana abriu sua bolsa, mas antes de tirar os frascos de dentro da mesma, ela encarou Killian.

(Killian) - O que foi?

(Morgana) - Ta tudo bem? Você me parece estressado com alguma coisa.

(Killian) - Não, eu só tenho andado um pouco esgotado. O trabalho se intensificou em pouco tempo.

(Morgana) - Eu não acho que seja o caso, mas você não é obrigado a falar. - Killian sorriu agradecido. - Bom, vamos cuidar desses grifos.

(Killian) - Certo. Vamos começar pelo mais novo, se um dos mais velhos ver o filhote assim, teremos problemas de verdade.

(Morgana) - Pode trazer.

Killian, com certa dificuldade, levou o grifo mais novo à Morgana. Então ela injetou a poção perto do pescoço do grifo.

(Killian) - Nunca te vi usando uma seringa.

(Morgana) - Ás vezes, quando o animal provavelmente vai cuspir a poção se eu colocar na boca dele, eu uso a seringa. - Killian assentiu em silêncio.

Em poucos segundos o animal começou a cambalear, então Killian olhou para Morgana esperando suas ordens.

(Morgana) - Temos cerca de vinte minutos para resolver isso, se o feitiço for muito forte teremos que repetir o processo algumas vezes. Agora eu quero que você tente se comunicar com ele, acalmá-lo enquanto eu limpo o máximo do feitiço que foi colocado nele.

(Killian) - Tá. - Killian colocou a mão esquerda na parte de cima do bico do grifo e encostou sua testa na testa dele, se comunicando telepaticamente.

Morgana, por sua vez, começou a recitar seu feitiço para libertar o animal. Mas depois de vinte minutos ele começou a se debater e a ficar agitado novamente.

(Killian) - Fazemos de novo? - Morgana negou com a cabeça.

(Morgana) - Não. O feitiço está muito enraizado nele, se fizermos isso agora eu posso acabar ferindo ele. Vamos ter que dar cerca de cinco horas pra ele antes de continuarmos. Seja quem for que fez isso, tem muito mais poder que eu.

Killian arregalou os olhos atônito por ouvir aquelas palavras da boca de Morgana. Há muito tempo, Morgana foi considerada a bruxa mais poderosa entre os reinos, e com o tempo seu poder só aumentava, então como seria possível aparecer um feiticeiro mais poderoso que ela?

(Morgana) - Será um processo lento e exaustivo e infelizmente eu não conheço nenhum bruxo tão delicado quanto eu pra me ajudar no processo sem ferir os grifos. Você conhece algum druida que possa te ajudar a acalmá-lo mais? Se o grifo estiver mais calmo eu poderei trabalhar mais rápido, quanto mais estressado ele estiver, mais lento é o meu processo. E, se demorarmos demais, o feitiço volta a se espalhar e se enraizar no animal.

(Killian) - Isso é muito ruim.

(Morgana) - Sim.

(Killian) - Conheço alguns, mas vários druidas na cabeça dele, não pode deixá-lo mais agitado?

(Morgana) - Não. Um só vai falar, os outros vão apenas agir como curandeiros, relaxando o animal o máximo possível.

(Killian) - Certo. Bom, tem a minha irmã. Mas fora ela eu não conheço  ninguém forte o suficiente e com tempo pra isso. - Morgana suspirou. - Pensando bem, tem a Lilith. - Morgana sorriu.

Enquanto isso Lilith estava sozinha no chalé de Wilder deitada na cama quando lembrou de algo. Num salto, Lilith saiu da cama e correu até sua mochila tirando um casaco de moletom e enfiando a mão no bolso da roupa.

Tirando o punhal dourado que havia recebido daquela mulher, Lilith começou a pensar em todos os acontecimentos estranhos que houveram.

(Lilith) - Será que eu posso pedir pra voltar a ser vampira ou seria pedir demais? - disse brincando com o punhal. - E será que eu posso fazer mais de um pedido? E aquela mulher? Era feiticeira? Bruxa? Que saco! Odeio saber das coisas pela metade!

Lilith guardou o punhal, tomou um banho e foi pra arena encontrar Vince e Hawk enquanto comia.

(Lilith) - A única parte boa é que da pra comer no caminho, antes eu era tão rápida que nem dava pra curtir um lanchinho no caminho.

Chegando na arena Lilith encontrou Hawk e Vince conversando.

(Hawk) - Tá atrasada.

(Lilith) - Foi mal, erro de cálculos. Eu sempre calculei o tempo com a minha velocidade vampírica, então... - deu de ombros.

(Hawk) - Contou o tempo pra saber que horas você deve sair de casa da próxima vez?

(Lilith) - O que é que eu sou, uma imbecil?! É claro que marquei o tempo!

(Hawk) - Nós conversamos e concordamos que hoje sou eu que vou treinar com você hoje, já que fui eu que treinei você desde nova.

(Lilith) - É bom saber que finalmente concordaram em alguma coisa.

(Hawk) - Eu não sei se ele vai continuar assim quando nos ver treinando, já que essa alcateia não tem o mesmo estilo de treinamento que eu te dava, mas agora já foi.

(Vince) - Como é?

(Hawk) - Pega um bastão.

Lilith pegou o bastão e Hawk apontou para o meio da arena.

(Hawk) - Lembra das regras?

(Lilith) - Sem sair da arena, sem baixar a guarda e a luta só acaba quando eu desistir ou ser nocauteada. - Vince franziu o cenho preocupado. - Eu tô pronta, pode vir pra cima.

(Hawk) - Não, você não tem mais seus atributos vampíricos. Você ataca e eu defendo. O treino acaba quando você conseguir me atingir uma vez.

(Lilith) - Beleza.


Continua



Os lobos de LilithOnde histórias criam vida. Descubra agora