Sinopse [💞]:
Um demônio... Um contrato...
O que você faria se um demônio sexual aparecesse todas as noites em seu quarto para usar seu corpo das formas mais promíscuas possíveis?
Izuku Midoriya é um universitário tímido e muito religioso. Todas as...
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Ter o controle de si mesmo mostra o quão forte você é; conseguir dominar a si mesmo é o maior desafio da vida. Desde o seu instinto animalesco até sua mente depravada, lutar contra si mesmo e derrotar seus próprios demônios é algo que exige mais do que força. É necessário quebrar todas as barreiras internas e erguê-las. Katsuki não sabia quando exatamente tinha parado de respirar direito. Seus olhos vermelhos ganharam rapidamente um tom de amarelo brilhante quando aquelas palavras escaparam dos lábios ressecados de Izuku, mesmo ele ainda adormecido.
O loiro ajustou o agasalho ao redor do corpo delicado do menor, seus dedos tremiam levemente enquanto puxava o zíper até o queixo do esverdeado. Ele não sabia se estava tremendo por causa da raiva que sentia pela audácia da mulher que havia invadido o quarto ou pelo turbilhão de emoções que Izuku despertava nele. Provavelmente era uma mistura dos dois.
- Porra, amor... - murmurou ao mesmo tempo que afastava os fios verdes que caíam sobre o rosto cansado do humano.
O íncubo ajeitou Izuku na cama com delicadeza. Suas mãos, tão acostumadas a destruir e ferir, moviam-se cuidadosamente, como se o garoto fosse de porcelana. Ele se abaixou, aproximando-se do ouvido dele, sua respiração pesada aquecendo sua pele.
- Volto logo, amor. - Deslizou os dedos pelo pequeno maxilar e selou os lábios rosados em um beijo curto.
Ele se levantou e saiu pela janela o mais rápido possível.
[...]
Kaminari odiava esperar. Fazia mais de vinte minutos que o menor estava em pé perto das ruínas do velho coliseu, um local encontrado por ele e Kirishima, onde passavam alguns momentos juntos. Onde as labaredas não queimavam tão forte e nenhum filho da puta os atrapalhariam. Era somente os dois. O único lugar que podiam chamar de "nosso", que podiam se amar sem temer que fossem punidos ou julgados.
Denki chutou uma pedra com a ponta da bota, tentando acalmar sua inquietação que já o corroía por dentro. Eijirou nunca foi de se atrasar. Nunca. Desde o dia em que se beijaram pela primeira vez até agora, ele sempre foi pontual, não perdia um segundo dos poucos minutos que tinham. Estava sempre sorrindo com os dentes pontudos à mostra, lindo como o sol vermelho no céu do inferno.
Denki olhou novamente para seu relógio de pulso. Sabia que não adiantava ficar nervoso, porém não conseguia parar.
- Ah, tá de sacanagem com a minha cara. Kiri, onde você está? - murmurou para o vento, esfregando a nuca e sentindo a tensão apertar seu estômago.
Ele tentou se distrair, arrancando umas lascas de reboco da parede de pedra com a foice. Queria convencer a si próprio que o ruivo tinha perdido a hora e que já estava a caminho. Porém isso não colava.
O Kirishima sempre avisava com antecedência se fosse se atrasar, seja mandando um recado pelos corvos ou pedindo para um de seus servos contar.