Chapter Twenty three

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Alguns meses antes:

Izuku mordeu o lábio inferior, apertando as coxas nuas uma contra a outra. Levou a mão até a boca para tentar conter os gemidos manhosos. O vento frio batia contra seu corpo nu enquanto ele estava sentado entre as pernas de Katsuki. O loiro tinha uma mão estimulando sua entrada e a outra no seu mamilo esquerdo. Ele havia levado o rapaz de cabelos verdes a um campo de girassóis, atendendo a um de seus pedidos, já que o menino amava aquela flor amarelada. Assim, no meio da noite, Katsuki apareceu em seu quarto, se deparou com uma imagem linda de morrer do garoto apenas vestido com uma camisa grande da qual mal cobria as coxas fartas e repletas de sinais, quase o jogou na cama e o fodeu, mas lutou contra seus desejos e o levou voando até o belo lugar, onde as estrelas e a lua iluminavam o local. Infelizmente, as flores não estavam erguidas e brilhantes naquele momento, mas ainda eram maravilhosas. Izuku não soube em que momento as coisas entre eles começaram a esquentar. Ele só percebeu quando estava sentado de costas entre as pernas do loiro, com seu pescoço sendo marcado por chupões e mordidas.

— Não contenha seus gemidos, meu amor — a voz rouca sussurrou em seu ouvido, fazendo com que cada pelinho de seu corpo se arrepiasse. O rapaz jogou a cabeça para trás até que sua nuca estivesse apoiada no ombro do demônio ao ter sua próstata estimulada. — Tão lindo... você não faz ideia de como me deixa louco. Seus gemidos são como música para os meus ouvidos, amor. Seu corpo contra o meu me dá um tesão do caralho.

— M-mais...

— Mais? — Katsuki soltou uma risada maliciosa e introduziu mais um dedo em sua entrada, ouvindo-o gemer mais alto, arquear as costas e arranhar a própria pele na coxa nua. — Ainda quer mais?

— K-Katsuki — O estudante mal conseguia formular as próprias frases. O prazer que percorria seu corpo era avassalador. Seu ventre formigava e seu pênis latejava, pingando pré-gozo em seu estômago. A mão de Katsuki que estava em seu peito desceu lentamente por sua barriga suada e separou ainda mais suas pernas.

— Tão sexy — Katsuki sussurrou, observando o garoto se desmanchar enquanto gemia manhosamente e depois relaxava em seus braços choramingando, com o corpo exausto, mas as bochechas coradas do menino não sumiram. O demônio retirou os dedos do interior do humano. O jovem se deitou de lado, encostando a cabeça em seu peito, e fechou os olhos, respirando baixinho. Katsuki deslizou a mão pela lateral do corpo dele, que logo adormeceu. Vendo que o corpo nu do garoto estava começando a ficar gelado por causa do frio, o demônio abriu suas asas e o cobriu para que ele não ficasse doente no dia seguinte. — Tão frágil...

×××

Katsuki colocou o corpo adormecido de Izuku na cama com a maior delicadeza do mundo. Suas mãos tremiam devido ao medo de fazer um movimento errado e isso causasse a piora na situação dele. No fim, não conseguiu conter, fungou, tentando manter a compostura, porém a vontade de chorar foi mais rápida, como em uma enxurrada as lágrimas desceram e tomaram conta de todo o seu rosto, imediatamente passou a mão nos olhos para afastá-las antes que virasse uma bagunça de soluços.

No entanto, ao sentar-se na beira da cama, ele desabou, naquele momento, observando o corpo frio do humano. Seu coração doeu pela primeira vez em toda a sua existência. Ele sofreu pela primeira vez. Ele, em hipótese nenhuma, acreditou que poderia sofrer na vida por alguém, e agora se via sendo engolido por ele. Um vazio existencial tomou conta de seu ser enquanto apertava a mão do rapaz de madeixas verdes e deixou um beijo casto sobre ela, na esperança de que tivesse alguma resposta, uma mínima faísca de vida. Ele sabia que seu sangue não seria capaz de salvar o garoto naquela situação, entretanto, era muito difícil aceitar que iria perdê-lo.

— Não vou deixar que você vá para o inferno — Katsuki afirmou com a voz embargada e fez um leve carinho na mão do humano com o polegar, sentindo a pele macia o consolar do domínio que o medo tinha sobre seu ser. — Eu vou voltar, prometo. Vou resolver tudo. Isso só está acontecendo por minha culpa, e eu vou resolver.

Passion DemonOnde histórias criam vida. Descubra agora