Olha quem voltou depois de um pequeno período de pausa dessa fic? Euzinha! E dessa vez acho que não vou demorar tanto a postar os capítulos. Deixando tudo isso de lado, vamos aos agradecimentos:
Agradeço imensamente a vermiliionn por ter revisado essa capítulo tão rápido! Bjs e cheiros pra você queridona 😘
Agora sim vamos para o capítulo! Espero que gostem:)
Boa leitura ❤️
×××
Alguma coisa estava errada, e Izuku podia sentir.
A mesa de jantar estava posta com perfeição. O cheiro irresistível da lasanha de queijo consumia o ar, misturando-se ao aroma refrescante do café recém-feito que Inko havia acabado de pôr na mesa. A luz quente das lâmpadas de LED iluminava o cômodo de tal forma que parecia uma família feliz, porém o garoto de madeixas verdes pressentia que havia algo fora do lugar, como se estivesse em um palco onde os personagens não informavam qual era o seu papel.
Ele olhou para o loiro ao seu lado, que mantinha a mão pousada sobre sua coxa de maneira possessiva, apertando a carne e dando leves batidas. O toque trazia um grande desconforto. O local onde a mão do demônio estava parecia formigar, mas não de um jeito bom. Katsuki não era assim. O rapaz sabia que o mais alto não era tão sorridente e carinhoso como estava sendo naquele momento na frente de sua família.
Izuku desviou o olhar do namorado e o pousou sobre seu padrasto, Toshinori, que havia chegado há pouco tempo com uma cara nada boa, lançando um olhar mortal para o loiro. O homem estava sentado à cabeceira da mesa, segurando um copo de suco, quase o fazendo trincar. No entanto, com alguma mágica, tudo isso se desmanchou quando o demônio abriu a boca e fez o patriarca gargalhar.
— Você é uma graça, Katsuki. O meu bebê não poderia ter arranjado um namorado melhor! — Inko exclamou, sorridente, enquanto colocava novamente sobre o centro da mesa uma enorme lasanha de queijo que havia levado para esquentar. O brilho de felicidade nos olhos dela era verdadeiro, e Izuku se sentiu ainda pior por não conseguir compartilhar o mesmo sentimento. Para seu agrado, Katsuki havia pegado uma blusa para cobrir a nudez e tomou um banho para passar o dia ali.
— Obrigado, senhora Inko. Você não faz ideia de como estou feliz em conhecê-los — o loiro respondeu, sorrindo.
Izuku ainda mantinha uma expressão neutra, analisando Bakugo minuciosamente. Não era só o jeito carinhoso exagerado que estava estranho. O garoto percebeu outra coisa incomum, uma mania que o demônio não tinha antes, mas que agora se repetia incessantemente: ele passava a língua pelos lábios com frequência, quase compulsivamente, como se estivesse ressecado ou por alguma necessidade.
Aquilo lhe causou um frio na espinha.
— Por que não o apresentou antes, Izu? Eu teria gostado de conhecê-lo antes — Toshinori comentou, e o rapaz de olhos verdes apenas abaixou a cabeça e voltou sua atenção para o próprio prato, que mal havia sido tocado.
— Não vi necessidade, não temos nada sério, não é mesmo? — Izuku perguntou, levantando o olhar para encarar o demônio, que sorriu de forma arteira e piscou discretamente em sua direção. O estudante sentiu os pelos da nuca se arrepiarem.
— Ele apenas não se sentia confortável para falar com a família sobre nosso relacionamento, eu entendo — Katsuki interveio. — Não é todo pai e mãe que aceita um filho gay — deu uma pausa para verificar as reações dos mais velhos, que concordaram com sua fala. — Ele estava com medo da reação de vocês, é normal.
— Sim, sim, mas filho, você deveria saber que jamais te julgaríamos por sua sexualidade! — afirmou a mulher, olhando para o garoto mais novo. — Gostar de homem ou mulher não faz de você menos nosso filho, não diminui o nosso amor por você.
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Passion Demon
RomanceSinopse [💞]: Um demônio... Um contrato... O que você faria se um demônio sexual aparecesse todas as noites em seu quarto para usar seu corpo das formas mais promíscuas possíveis? Izuku Midoriya é um universitário tímido e muito religioso. Todas as...
