Sinopse [💞]:
Um demônio... Um contrato...
O que você faria se um demônio sexual aparecesse todas as noites em seu quarto para usar seu corpo das formas mais promíscuas possíveis?
Izuku Midoriya é um universitário tímido e muito religioso. Todas as...
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Fazia mais de cem anos que Katsuki não olhava diretamente nos olhos frios, mas cheios de carinho, de seu pai. Eram os mesmos olhos vermelhos que sempre pareciam analisar sua alma, desnudando suas inseguranças, mas também lhe oferecendo um conforto estranho, como se mesmo no abismo existisse uma mão que não deixaria você cair completamente. Katsuki não sabia dizer se sentia saudade ou apenas alívio por não ter que encarar aquele olhar por tanto tempo.
Fazia anos que não trocava palavras simples como um “bom dia”, “como vai?” com ele. Ao encarar aquela pele parda semelhante à sua e a calmaria contrária à sua, causava-lhe um frio na barriga. Ele não precisava de gritos ou de uma postura imponente para comandar. Sua voz baixa, sempre acompanhada por uma falsa gentileza, era o suficiente para fazer os tolos se dobrarem diante dele, para caírem na armadilha que era seu sorriso inocente, que nunca chegava aos olhos.
Masaro não era um pai comum — não no sentido humano, pelo menos. Seu amor, se é que aquilo poderia ser chamado de amor, era uma teia bem tecida, feita para prender, manipular e moldar. Katsuki sabia que o que chamavam de "afeição" não passava de um artifício em sua natureza demoníaca, uma máscara para esconder o predador. Nunca houve abraços calorosos ou palavras de incentivo; tudo em Masaro era uma dança entre controle e poder. Katsuki aprendera desde cedo que esperar qualquer coisa diferente era tolice.
Nunca foi um filho amoroso, e isso era culpa dele, mas fazer o quê? Demônios são demônios, criados e moldados para terem o coração, a mente e a alma podres e sem vida.
Katsuki ainda se lembrava de quando ainda era mais novo e precisava ser moldado para ser o demônio sexual mais perfeito que já existiu, justamente por ser filho da rainha do inferno. Lembra-se da maldita sala escura e fria, com a porta vermelha chamativa, onde era obrigado a ficar todos os dias. Um lugar cheio de demônios de todos os tipos e tamanhos, explorando e tocando seu corpo, ensinando-lhe as formas mais dolorosas e prazerosas do sexo. Foram anos naquele maldito lugar, e seu pai nunca ousou levantar um dedo para protegê-lo dos abusos, até que ele estivesse pronto.
— Ora, ora, olha só quem resolveu sair da toca pra visitar o papai. — A voz de Masaro soou melódica e carregada de ironia, enquanto ele jogava os cabelos para trás. — Não achei que fosse me dar o luxo de uma visita, Kats. — Seus dedos percorreram uma das grades enquanto ele inclinava a cabeça, avaliando o filho como um caçador avalia sua presa. — A que devo a honra dessa maravilhosa visita?
Katsuki bufou, cruzando os braços, sem sequer disfarçar o desprezo estampado em sua expressão.
— Não se ache tanto, velho — retrucou, com raiva contida. — Não pense que estou aqui para te visitar, eu nem faço questão de olhar pra sua cara, muito menos de ouvir suas besteiras.
Masaro deixou escapar uma risada baixa e cortante, o sorriso se ampliando até os lábios vermelhos que carregavam vestígios de algo ameaçador.
— Ah, não me trate assim, meu xuxu. — Ele esticou a mão pelas grades, como se quisesse tocar o rosto do filho, mas Katsuki recuou um passo. — Você sabe como essas suas palavras me magoam.