Oie, xuxuzinhos! Esse capítulo seria o final original, mas resolvi fazer outro pra satisfação de vocês, não prometo postar ele hoje, mas se não for hoje amanhã mesmo eu posto.
Sem delongas, a betagem foi feita por vermiliionn que me ajudou muito a trazer essa história bem rápido pra vocês ❤️
Agora tenham uma boa leitura e preparem o lencinho 🤭
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A cela gélida já não incomodava mais o demônio de fios loiros e olhos vazios. Ele aceitou que aquelas paredes seriam seu novo lar, e deitar-se sobre o chão imundo seria mais comum do que imaginava. Passava seus dias monótonos ali dentro, sem ver ninguém e sem conversar. No entanto, seus pensamentos sempre voltavam ao passado, a um certo rapaz de cabelos verdes e de olhos vibrantes e esmeralda, um jovem com brilho intenso que enlouquecia seu coração, corpo sedutor e gemidos que o deliravam. Surpreendentemente, Katsuki nunca esqueceu nenhum detalhe do belo rosto e dos beijos intensos que trocavam.
Ele também registrou as correntes geladas que circundaram seu pescoço e pulsos no dia de seu julgamento, ajoelhado no grande salão enquanto recebia o olhar julgador de sua mãe. Nunca se importou, pois a dor das feridas em suas costas era maior, feridas que foram costuradas no lugar de suas asas. O metal frio se cravando em sua carne, os puxões ríspidos dos guardas que o arrastaram pelo tribunal, o eco dos murmúrios condenatórios ao seu redor — tudo era um borrão insignificante comparado ao verdadeiro vazio que sentia.
No início, ele ficou inquieto e sua abstinência gritava; era um demônio sexual que se alimentava de sexo, e não ter seu vício ali era uma enorme tortura. Suas bolas pareciam mais pesadas e seu pênis latejava só de lembrar do verdinho, sua mente se enchia de pensamentos pervertidos, lembranças dele nu sobre a cama com as belas pernas abertas e suado, com marcas de chupões espalhadas pela pele branquinha, salpicada de sinais. Contudo, ele aprendeu a controlar seus desejos selvagens, mesmo que Ochako insistisse para que ele a usasse. Ele nunca aceitou porque sua mente só pensava em outra pessoa, alguém que ele jamais veria.
Os dias passavam como um borrão monótono. O cheiro pútrido da cela impregnava suas narinas, mas ele sequer se importava. O silêncio absoluto era interrompido apenas pelo som de gotas de água caindo de um cano enferrujado e pelos gritos distantes dos condenados em outras celas. Não dormia direito, e quando dormia, sonhava. Sonhava com Izuku. De pernas abertas, o recebendo com todo prazer, gemendo que o amava em seu ouvido, arranhando suas costas, seu interior sugando seu pau até o talo… Ah, seu membro pulsava só de imaginar aquele corpinho no seu de novo.
— Você está divagando nossos próprios pensamentos de novo? — Katsuki abriu os olhos e virou a cabeça lentamente, vendo Kirishima do outro lado da cela. O loiro apenas suspirou e voltou a fechar os olhos, encostando a cabeça na parede. — Como está?
— O que você está fazendo aqui, Kirishima? — Katsuki disse, sua voz era pesada e rouca. — Não deveria estar juntando almas por aí?
— Você está mais amargo e sombrio a cada dia que passa — o ceifeiro murmurou e suspirou triste. Era terrível ver seu irmão preso naquela forma.
— O que você esperava? Que eu passasse meus dias aqui cantando e fodendo demônios imundos? — Katsuki falava da própria raça com tanto desprezo e nojo, isso incluía ele. Sentia ódio e repulsa de si mesmo. — E depois?
— Você não está assim porque está preso aqui. Está frio e amargo porque ele não está aqui com você. Admira, irmão. Que sente falta dele. — Katsuki virou o rosto para o outro lado, impedindo que seu irmão visse seus olhos marejados e a dor estampada em seu rosto. O loiro mordeu os lábios com força para impedir que soluções saíssem e que as lágrimas caíssem. — Está sofrendo porque sabe que não vai mais vê-lo.
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Passion Demon
RomantiekSinopse [💞]: Um demônio... Um contrato... O que você faria se um demônio sexual aparecesse todas as noites em seu quarto para usar seu corpo das formas mais promíscuas possíveis? Izuku Midoriya é um universitário tímido e muito religioso. Todas as...
