Chapter Eighteen

231 21 12
                                        

Betagem feita por: Immortalz (Spirit Fanfic)

×××

A serpente foi o animal mais astuto já criado por Deus; uma criatura sorrateira que ataca de forma fria e silenciosa. Considerada profana, trapaceira e enganadora, ela desobedece às proibições divinas, demonstrando perspicácia. Ao longo dos milênios, as cobras foram rejeitadas como símbolos de pecado, exceto por Lilith. Para ela, as cobras eram as criaturas mais belas, elegantes, leais e confiáveis. Elas não prometiam nada além do que eram: predadoras traiçoeiras, pacientes e letais.

Na penumbra da noite, entre as sombras das cortinas finas de seda, uma figura sinuosa rastejava. Seu corpo escorregadio se moldava ao chão de madeira sem emitir um único ruído, um predador em um território conhecido.

Uma serpente deslizou sorrateiramente pelo quarto escuro, segurando uma maçã vermelha e brilhante em sua boca. Colocou-a sobre a mesinha ao lado da cama e virou a cabeça para observar Katsuki e Izuku, deitados e adormecidos no colchão, suas peles nuas parcialmente cobertas por lençóis bagunçados. Se tivesse um rosto humano, talvez sorrisse. Mas não precisou. 

O loiro tinha um braço jogado sobre o peito do esverdeado, os dedos relaxados sobre sua clavícula, enquanto Izuku dormia serenamente, com os braços esticados para cima. 

Com olhos frios e afiados, a serpente colocou a fruta envenenada e saiu pela janela, sem deixar rastros.

Horas depois, Katsuki finalmente acordou, nu e quentinho sob os lençóis encharcados de sêmen. Sentando-se na cama, ele observou o garoto ao seu lado. Passou a mão pelo rosto dele, afastando os cabelos que caíam sobre sua pele. As bochechas rosadas, os olhos fechados e o biquinho fofo nos lábios o faziam parecer adorável.

Ele não resistiu. Inclinou-se e beijou a pontinha do nariz de Izuku. Depois, o maxilar e a clavícula. E, sem perceber, desceu vagarosamente, distribuindo beijos curtos, mas demorados, pela área dos peitos, sentindo o calor reconfortante contra seus lábios enquanto distribuía pequenas marcas roxas.

Logo de imediato, seus olhos pousaram sobre os mamilos rosados e ainda sensíveis da noite anterior, subindo e descendo suavemente com a respiração do rapaz, o que deixava a imagem das pontas inchadas mais atrativas. Sem pensar duas vezes, Katsuki abocanhou um deles, sugando devagar, quase como um bebê à procura de leite ao mesmo tempo em que brincava com o outro pontinho rosa. A sensação quente e macia contra sua língua o fez estremecer.

Izuku remexeu, soltando um suspiro sonolento enquanto seus dedos apertavam levemente o lençol. Katsuki sorriu, adorando a reação.

Continuou chupando, a língua trabalhava nas pontas e os dentes apertavam-nas, dando pequenas lambidas, saboreando a pele salpicada de sinais e o gosto do suor. Sentia o coração de Izuku acelerar sob sua boca, e a maneira como ele arqueava as costas em resposta aos estímulos o fez sorrir. Era fascinante a capacidade com que aquele garoto o fazia ficar excitado até mesmo inconscientemente.

Mas então parou.

— O que estou fazendo? — sussurrou para si mesmo enquanto se afastava do menor, lançando um olhar entristecido para o humano adormecido. 

Levantou-se da cama, pegando as roupas jogadas no chão. Enquanto vestia a calça, acabou notando algo em cima da mesinha.

Uma maçã. Vermelha, convidativa. 

Pegou-a, examinou-a e mordeu-a. O gosto doce tomou conta de seu paladar, seguido de um amargor. Riu.

— Pensei que fosse mais esperta, Lilith — murmurou, girando a fruta entre os dedos. — Esse truque da maçã está ultrapassado.

Passion DemonOnde histórias criam vida. Descubra agora