Oie, xuxuzinhos! Finalmente trago para vocês o último capítulo dessa fic, agradeço muito quem acompanhou ela do início ao fim, um cheiro e um beijo a cada um de vocês 💋
Esse capítulo só foi possível por causa da ajuda da @Todo_Baku, Foxxie-ie e MnicaRex9 que me deram uma mãozinha na construção do capítulo, um abraço e beijo em cada uma de vocês, maravilhosas 😘
Espero que gostem do capítulo, dei o meu melhor nele e desejo muito que agrade vocês.
Boa leitura ❤️
×××
As nuvens. Malditas nuvens. Brancas, suaves, absurdamente inocentes aos olhos do mundo — mas, para Izuku, elas eram quase cruéis. Ele nunca tinha dado muita atenção a elas antes, costumavam ser só um detalhe do céu, um pano de fundo para os seus dias agitados ou monótonos. Mas agora, agora elas pareciam zombar da sua dor. Estavam ali, pairando tranquilas acima dele, ao lado dele, embaixo, em todo lugar que seus olhos pudessem enxergar, enquanto tudo dentro de si era caos. Era como se elas o lembrassem, a cada segundo, do que ele havia perdido. Elas o separavam. Elas estavam entre ele... e Katsuki.
O demônio loiro de língua afiada, aquele que fazia seu coração bater com força mesmo quando só o provocava. Que sorria com deboche, xingava com carinho disfarçado, e amava com um furor que queimava tudo ao redor. Katsuki era a tempestade mais sombria e mais exuberante que Izuku já viveu — e agora, tudo o que restava era o silêncio das nuvens. Elas representavam o vazio. A ausência. A solidão cortante de não tê-lo mais ali para chamá-lo de amor ou empurrá-lo de leve quando ficava emotivo demais.
E, apesar de tudo o que diziam sobre a paz que o paraíso poderia trazer, sobre o descanso eterno e a calma celestial, nada daquilo fazia sentido para Izuku. Nada era suficiente, nada bastava. Porque de que adiantava o céu, se ele não podia dividir o pôr do sol com quem mais amava? A eternidade, para ele, parecia um castigo sem a presença de Katsuki. Ele imaginava, às vezes, como teria sido envelhecer ao lado dele, ver seus cabelos ficarem prateados — se é que um demônio poderia ficar velho —, ouvir seus resmungos pela manhã e seus suspiros ao cair da noite. Queria poder rir com ele das dores da velhice, segurar sua mão até o último suspiro — e não assim, desse jeito, com o abismo entre mundos os separando.
Izuku odiava as nuvens porque elas não tinham pressa. Não se importavam. Continuavam existindo enquanto ele se quebrava. E naquele momento, tudo o que ele queria era que o céu chorasse por ele. Mas nem isso o universo lhe concedia. Então, ele ficou ali, parado, olhando para baixo, desejando que aquelas nuvens sumissem — ou que levassem com elas toda a dor que ele sentia. Porque viver sem Katsuki... era como tentar respirar num mundo onde o ar simplesmente decidiu não voltar.
E então, como uma maré que invade sem pedir permissão, as lembranças vieram.
O cheiro da pele de Katsuki quando ele dormia encostado em seu peito. A forma como o loiro franzia a testa quando não queria admitir que se importava. A última vez em que disseram “eu te amo” — entre palavras sufocadas e um toque de desespero. E, acima de tudo, o olhar. Aquele olhar de quem entendia Izuku sem que fosse necessário dizer nada. Izuku o via nos sonhos — e às vezes imaginava que Katsuki o via também, de lá do inferno.
Ele sonhava que o Bakugo ainda falava com ele. Que caminhava ao seu lado em silêncio, sentava-se ao seu lado nas nuvens e, mesmo sem poder tocá-lo, o observava com os olhos carregados de tudo o que nunca disseram em voz alta.
Com os olhos marejados, Izuku abaixou o olhar para as próprias mãos.
Entre os dedos trêmulos, repousava a última carta que Katsuki havia lhe enviado — o papel já estava amassado de tanto ser lido e relido, mas a tinta ainda estava ali, firme como o sentimento que nunca se apagava.
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Passion Demon
RomanceSinopse [💞]: Um demônio... Um contrato... O que você faria se um demônio sexual aparecesse todas as noites em seu quarto para usar seu corpo das formas mais promíscuas possíveis? Izuku Midoriya é um universitário tímido e muito religioso. Todas as...
