Notas: Meu Deus, dois longos anos sem postar, nem sei que desculpa dar, nem sei se alguém vai ler, só quero pedir desculpas pela demora e que não desisti! Esse é o penúltimo capítulo e vou terminar essa fic!!!
Capítulo 39
— Onde está o garoto?! - Marcela gritou raivosa quando viu os dois entrarem no carro sem Júnior.
— Não conseguimos o achar, ele é ligeiro feito uma lebre. - Heitor explicou.
Clara deu um risinho de lado e Marcela olhou para ela nervosa.
— Não devia estar feliz, sem seu irmão, você receberá todos os meus tratamentos especiais.
— Vo-o-ocê não to-o-ca nela! - Miguel falou bravo, abraçando Clara pelo ombro tentando a proteger no banco de trás do carro.
— Seu capacho continua burro, mas é leal, melhor que esses dois que arranjei, burros e preguiçosos.
— Não se esqueça que está pedindo favor a mim quando quer trancar eles na fábrica enquanto ameaça os pais. - o senhor Assunção retrucou. Não havia sido chamado para um namoro com uma jovem viúva como achava que seria, foi tudo planejado por ela e sabia que estava metido nessa história até a cabeça.
— Veja bem como você fala comigo! Eu não tenho nada a perder aqui, entenda! - Marcela foi rude com ele.
— Com nada a perder quer dizer o que? Eu tenho uma família, mulher e filha e um nome a zelar. - Assunção voltou a falar.
— Não tenho nada a perder, com esse sequestro não espero dinheiro, não tenho medo de ir presa, só quero minha vingança realizada.
Ele negou com a cabeça inconformado na enrascada em que se meteu.
— Ande! Vá depressa para a fábrica! - Marcela bateu a mão no banco a sua frente no qual Assunção estava sentado e fez ele começar a dirigir o carro.
— Melhor dar uma volta na redondeza, às vezes achamos o garoto ainda. - Heitor lembrou.
— Querem consertar a cagada que fizeram, como podem ser tão burros? Ezequiel porque me abandonou? - Marcela falava sozinha. - Então dê uma volta, talvez tenhamos sorte. Então minha vingança será completa.
Clara tentava ficar em silêncio, mas era impossível para ela. Sentada no banco do meio, com Marcela ao seu lado com aquele perfume enjoativo em seu nariz só sentia vontade de gritar.
— Que vingança quer contra meus pais? Vingança? Vingança de que? Vingança por ver meus pais realizados e felizes juntos? Sabia que eles estão melhores que antes? Hoje mesmo, estavam numa lua de mel tão intensa que nem me trouxeram para a escola. - Clara falou para cutucar a bruxa ao seu lado. Pode ver a narina de Marcela mexer raivosa.
— É melhor ficar quieta garota! - Heitor ordenou.
— Sabia que minha mãe te passou para trás mais uma vez? Mas já deve estar acostumada, não é mesmo? Ela te enganou direitinho quando fingiu que só tinha tido um filho, por essa você não esperava.
Clara deu uma risada debochada no final da frase.
— Mesmo assim, ficou sem conhecer seu pai por quinze anos. - Marcela não resistiu em lhe responder.
— Mesmo assim, esse tempo não fez diferença, nos conectamos tão profundamente que ele me conhece melhor que minha própria mãe.
Marcela não aguentava mais ouvir a voz da garota que parecia uma vitrola ligada. Abriu sua bolsa e pegou seu cantil, começou a beber um uísque que tinha lá dentro para emergências. Aguentar aquela garota era uma emergência.
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Segunda chance
FanfictionDepois de quinze anos espera-se que uma mentira tenha se repetido vezes suficientes para se tornar uma verdade. Catarina sempre foi decidida e quando algo entrava em sua cabeça dificilmente mudaria de ideia, mal sabia ela que sua filha puxaria exata...
