Miguel estava nervoso, sabia o quão longe Sofia iria para proteger as pessoas que ela ama, e dessa vez, haviam mexido com alguém que ela amava demais, então ele temia qual seria a próxima atitude que a melhor amiga tomaria, não queria que ela se envolvesse em problemas sérios. De qualquer forma, não importava para onde eles estavam indo, ele iria junto com ela, se ela fosse fazer besteira, ele estaria ao lado dela.
Ele dirigiu seguindo as coordenadas que a garota dava, chegando até o outro lado da cidade, North Wills. Eles finalmente estacionaram em frente a uma casa, Miguel não estava entendendo nada, o que tinha naquela casa de tão importante que poderia ajudar na vingança contra Robby?
— Sof, o que estamos fazendo aqui? — perguntou com uma mistura de medo e confusão. — Não vamos vandalizar a casa de ninguém, né?
— Não, fica tranquilo. Não é vandalização quando você mora aqui. — Miguel arregalou os olhos, finalmente onde estavam. — Pelo menos morava até um ano atrás. — deu de ombros indo até a porta, pegando seu molho de chaves do bolso e torcendo para que sua mãe não tivesse trocado a fechadura.
Ela comemorou internamente quando conseguiu abrir a porta, entrando com cuidado para se certificar que nem sua mãe ou seu irmão estavam em casa. Quando viu que a barra estava limpa, foi em passos rápidos até a o quarto de Robby, se agachando para procurar algo de baixo de sua cama.
— Achei! — era uma caixa simples, de metal azul, que já estava meio desgastada denunciando que ele tinha aquilo a anos. — Toma, segura isso. — ela deu a caixa para Miguel segurar, que a pegou apreensivo, então deu mais uma olhava para o quarto, sorrindo pensando no que iria fazer.
Miguel segurava a caixa em suas mãos, hesitante, enquanto ela se virara rapidamente, os olhos varrendo o quarto como se já estivesse planejando o que fazer a seguir. Sofia se dirigiu até a cama, arrancou os lençóis com força, deixando o colchão exposto, e jogou tudo no chão com desprezo.
Ela abriu as portas do guarda-roupa, puxando cabides e roupas com raiva, jogando tudo pelo chão sem se preocupar. Camisas, calças e até pares de sapatos voaram pelo quarto. O som dos cabides batendo uns nos outros ecoava no pequeno espaço.
Sofia agarrou um travesseiro que estava na cama e, com um movimento rápido, o rasgou com as unhas. A espuma e as penas voaram pelo quarto, criando uma bagunça ainda maior. Ela soltou uma risada amarga enquanto o travesseiro desmoronava em suas mãos. Miguel observava tudo de perto, ainda segurando a caixa com cuidado, como se aquilo fosse a única coisa que o mantinha no controle da situação.
— Sof, eu acho que ele já vai entender a mensagem, né? — tentou, sua voz baixa, quase tímida.
— Ainda não. — ela virou a cabeça para ele, os olhos brilhando com uma mistura de adrenalina e raiva. — Ele precisa sentir.
Sem mais palavras, Sofia foi até a cômoda e pegou um pequeno abajur. Antes que Miguel pudesse perceber o que ela faria, ela o lançou com força contra a janela. O vidro estilhaçou-se em centenas de pedaços, espalhando-se pelo chão e pela mesa próxima, o som foi tão alto que fez Miguel dar um passo para trás, surpreso.
Sofia, no entanto, parecia inabalável. Ela encontrou uma lata de tinta spray caída no canto do quarto e pegou-a com um sorriso perigoso. Sacudindo-a, testou o jato de tinta no chão antes de se virar para a parede.
— Agora ele nunca vai esquecer que fui eu. — ela começou a pixar as paredes, escrevendo fazendo linhas aleatórias, desenhando figuras, e no centro de tudo, rabiscou seu nome em letras enormes, ela queria ter certeza que ele saberia que foi ela. Quando terminou, ela deu um passo para trás, admirando sua obra. — Perfeito. — disse, quase como se estivesse se elogiando.
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changes | eli moskowitz
FanficOnde Sofia está cansada de viver com uma mãe negligente, e vê uma oportunidade de sair dessa situação quando seu pai, Johnny Lawrence, decide reabrir o antigo dojô de sua adolescência, o Cobra Kai.
