No outro dia, Larusso apareceu no dojô de Johnny, alegando que seu dojô estava destruído e acusando o loiro de ser mandado seus alunos fazerem tal ato, o que sabemos que era mentira, mesmo com a intriga dos dois, ele nunca faria isso. Depois de um discurso tosco, ele conseguiu levar alguns de seus alunos para o Miyagi-Do, o que irritou ainda mais Johnny.
Johnny ouviu tudo em silêncio, os braços cruzados e o maxilar trincado. Apesar de toda a rixa que tinham, ele jamais mandaria alguém fazer algo assim, e no fundo, Daniel também sabia disso. Mas aquilo não impediu o sensei do Miyagi-Do de levar alguns alunos consigo ao ir embora, atraídos pelo discurso de paz e equilíbrio, o que apenas alimentou ainda mais a raiva de Johnny.
— Isso pode acabar rapidinho, é só me contarem quem destruiu o dojô Miyagi-Do. — ele dizia, os olhos varrendo cada rosto. — Sabem que eu não sou fã do Larusso, mas não admitimos esse tipo de atitude aqui. Não mais! — a última frase veio carregada de ressentimento, uma indireta clara para Kreese e os velhos tempos que ele queria deixar pra trás.
— Sensei, a gente não sabe quem fez isso. — Miguel arfava, mal conseguindo terminar a frase.
— Mas alguém sabe de alguma coisa, a questão é, quem vai falar? — Kreese cruzava os braços, observando os alunos com aquela expressão fria e julgadora.
Um toque de telefone ecoou no ambiente. Johnny foi até seu escritório para atender.
— Continuem. Podemos fazer isso o dia todo. — disse antes de sair.
— Pausa de dois minutos. — Kreese finalmente decretou, vendo o estado deplorável dos alunos. — Se recomponham.
Sofia praticamente despencou no chão, os braços abertos, o peito subindo e descendo rápido. Não sabia ao certo o que doía mais, as pernas, os braços ou a cabeça. Logo Tory e Miguel se sentaram ao seu lado.
— Vocês tem alguma ideia de quem possa ter feito isso? — Miguel perguntou, ofegante, dando um gole na água.
— Eu não sei, mas quando eu descobrir, vou dar um chute na cara de quem foi por ter nos colocado nessa situação. — respondeu Sofia, se abanando com a mão. — Depois talvez eu parabenize pela ousadia. Porque, convenhamos, foi bem feito.
— O quê?! — o garoto arregalou os olhos, surpreso. — Você tá falando sério?
— Ué, tô. — ela deu de ombros. — Não vou mentir, o Miyagi-Do tava mesmo merecendo, e não foi por birra. Eles vivem posando de santos enquanto tentam sabotar a gente. Eu não teria feito, mas, não me sinto nem um pouco mal por eles. E se fosse eu, teria feito diferente.
— A Sof tem razão, aqueles idiotas mereceram aquilo. — Tory apoiou, tirando os cabelos grudados do rosto.
— Tô começando a achar que foram vocês duas que fizeram isso. — o garoto disse em tom de brincadeira, mas no fundo ele se preocupava. — Sério mesmo.
— Ah, por favor. Se eu fosse fazer algo contra o Miyagi-Do, eu faria algo bem pior que bagunçar o dojô deles, fosse pra causar, ia ser com alguém. Eu não perderia meu tempo com paredes. — Sofia exclamou. — E eu tenho cara de quem faz algo e se esconde depois? Eu assumo o que eu faço.
— É, você tem razão. — deu de ombros, assentindo.
— E aí. Do que tão falando? — pouco depois, Falcão se aproximou, jogando-se no chão ao lado dela, ele tinha uma garrafinha d'água nas mãos e a estendeu com um sorriso. — Toma, majestade.
— Meu Deus, eu te amo. — ela se sentou em um pulo e virou a garrafa de uma vez, estava com sede a tempos, mas o cansaço era tanto que só deitar no chão parecia mais vantajoso. — A gente tava falando sobre quem deve ter feito aquilo com os Larusso, você aposta em quem?
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changes | eli moskowitz
FanficOnde Sofia está cansada de viver com uma mãe negligente, e vê uma oportunidade de sair dessa situação quando seu pai, Johnny Lawrence, decide reabrir o antigo dojô de sua adolescência, o Cobra Kai.
