Depois do que aconteceu no Coyote Creek, a garota entregou a medalha para Miguel, para ele poder devolver ao seu verdadeiro dono, já que sabia que Robby estava morando com os Larusso e ela não queria correr o risco de encontrar com ele, depois disso pediu um Uber até em casa. Mesmo depois de um longo banho quente, a garota continuava com o maior mau humor já visto, queria gritar e chutar a cara de Falcão, mas ao mesmo tempo queria chorar enquanto abraçava o garoto.
Ela estava largada na sala, ainda com o cabelo úmido, vestindo uma blusa velha do pai como pijama, com um pote de sorvete de chocolate no colo, que até aquele momento, não tinha feito milagre nenhum. Miguel estava ao seu lado, paciente, enquanto Tory estava deitada com a cabeça no colo dele, encarando a televisão desligada como se aquilo fosse mais interessante do que o drama à sua frente.
— Então vocês terminaram? — o garoto perguntou incerto, fazendo a amiga o olhar assustada.
— Parece que eu terminei? Será que ele vai achar isso? — perguntou assustada. — E se ele ficar com outra garota porque acha que eu terminei com ele? — se desesperou.
— O que? Não, calma. — tranquilizou. — Eu só perguntei porque você parece bem irritada. Ele não vai fazer isso, Sof. O Falcão é doido por você. Mesmo se você mandasse ele ficar com outra, ele ainda ia perguntar se podia usar uma camisa com seu rosto estampado.
— É verdade. — Tory riu do colo de Miguel, com um sorrisinho debochado. — Mas se ele ficasse com outra, eu ia quebrar a cara dele. Então ele que não tente nada.
— Vocês acham mesmo? — perguntou manhosa, vendo o casal de amigos assentir. — Acham que eu exagerei em ter falado daquela forma com ele?
— Não, você tinha todo direito de estar chateada e com raiva, ele mentiu pra você e todos nós sabemos como você abomina mentiras. — ele aconselhava tal qual um psicólogo. — Mas eu também sei que vocês dois se amam muito, e não vão passar muito tempo brigados. Daqui a pouco vocês já vão estar no mesmo grude de sempre.
— Odeio mesmo. — ela suspirou, apoiando o pote de sorvete no colo com as duas mãos. — Mas eu odeio mais ainda ficar longe dele. Eu quero ele agora, queria que ele estivesse aqui, me pedindo desculpa com cara de cachorro que caiu da mudança.
— Então liga pra ele. — Tory sugeriu, dando de ombros.
— Não. Não liga pra ele. — os três se viraram assustados ao ver Johnny parado na entrada, uma cerveja na mão, parecendo muito satisfeito por ter pego a conversa no meio.
— Que susto, pai! — Sofia colocou a mão no peito, ofegante.
— Há quanto tempo você tá aí ouvindo, sensei? — Miguel perguntou, confuso.
— Tempo suficiente pra saber que o passarinho foi um idiota. — Johnny andou até a geladeira, pegou mais uma cerveja e se jogou no sofá com eles. — E que minha filha tá pensando em cometer o erro de ligar pra ele.
— Pai, não fala assim dele. — ela fez um biquinho defensivo, mas ainda magoada. — Quer dizer, pode falar, mas não tão assim.
— Ele é o homem da relação, então é ele que tem que correr atrás. — disse, abrindo a cerveja. — É a ordem natural das coisas.
— Isso parece meio machista. — o Diaz comentou, franzindo o cenho.
— Baboseira. — fez uma careta, achando aquilo besteira. — E eu não criei filha pra correr atrás de um passarinho de topete vermelho. — Johnny deu de ombros, como se fosse a lei.
— Ok, ele tem um ponto. — Tory ergueu um dedo. — Se ele tá mesmo arrependido, vai vir atrás de você. Aposto que ele já tá em crise existencial, provavelmente conversando com o espelho do banheiro.
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changes | eli moskowitz
FanfictionOnde Sofia está cansada de viver com uma mãe negligente, e vê uma oportunidade de sair dessa situação quando seu pai, Johnny Lawrence, decide reabrir o antigo dojô de sua adolescência, o Cobra Kai.
