S/n sentiu o sangue gelar nas veias ao ver as figuras imponentes de Ran e Rindou parados na porta do seu apartamento. Era como se um prenúncio de tempestade tivesse se materializado diante dela. O ar ficou denso, carregado de uma tensão palpável que a deixava presa, incapaz de se mover.
Os irmãos entraram sem hesitar, como se o apartamento fosse um espaço público qualquer. A presença deles era avassaladora, dominando o ambiente com a aura de perigo que emanava de cada um.
Ran: Sanzu pediu pra gente te buscar. Ele quer te ver no escritório dele na base - disse Ran, sua voz grave e ameaçadora, mesmo que as palavras fossem simples.
S/n tentou encontrar alguma explicação para a presença deles, mas a única coisa que conseguia processar era o medo que a tomava por completo. A imagem de Sanzu, seu marido, nervoso e a chamando para o escritório da Bonten, era um sinal de alerta vermelho. Algo estava muito errado.
S/n: Eu não vou - respondeu S/n, a voz tremendo ligeiramente. - Se ele quer falar comigo, que venha aqui.
Rindou, o mais novo dos irmãos, se aproximou dela com passos lentos e ameaçadores. Seu olhar gélido a analisava de cima a baixo, como se estivesse avaliando suas chances de resistir. Ele inclinou a cabeça para o lado, um gesto que a deixava ainda mais desconfortável.
Rindou: Se você não quiser ser arrastada pelos cabelos, é melhor se apressar - disse Rindou, a voz fria e implacável.
Ran se acomodou no sofá, um sorriso quase imperceptível se formando em seus lábios. Ele olhou para o relógio em seu pulso, como se estivesse medindo o tempo.
Ran: Sanzu não gosta de esperar, principalmente quando está nervoso. E ele está bem nervoso hoje - disse Ran, a voz carregada de uma ameaça velada.
S/n se sentiu encurralada. Não havia como escapar daquela situação. Ela sabia que se recusasse, a força bruta dos irmãos Haitani a faria obedecer. Com um nó na garganta, ela concordou.
S/n: Tudo bem, eu vou com vocês.
A derrota em sua voz era inegável. S/n se sentia como uma presa sendo conduzida para o abate. Ela não sabia o que a esperava no escritório de Sanzu, mas o medo a dominava completamente.
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O elevador descia, cada andar que passava era um passo mais perto do destino incerto que a aguardava. S/n sentia o olhar de Rindou queimando sua pele, mesmo que ela se encostasse no canto, tentando se esconder em sua própria sombra. Abriu os olhos lentamente, encontrando o olhar intenso do rapaz.