A sombra de Sanzu se estendeu sobre S/n, imponente e ameaçadora. O sorriso ladino que se abriu em seu rosto era um prenúncio do que estava por vir.
Seu olhar se desviou para Rindou, e as palavras de Sanzu ecoaram no silêncio da sala.
Sanzu: Vou te dar um bônus, Rindou. Por esperar três anos desde o dia em que negociamos a morte de Emmy.
Rindou, com a expressão impassível de sempre, apenas questionou.
Rindou: Que bônus?
O sorriso de Sanzu se ampliou, e ele acariciou o topo da cabeça de S/n com uma gentileza que contrastava com a crueldade em seus olhos.
Sanzu: Ela vai preparar a banheira para você, Rindou.
S/n sentiu o sangue gelar em suas veias. O pânico se instalou em seu rosto, uma máscara de terror que refletia a verdade que se escondia por trás das palavras de Sanzu.
S/n: O-o quê? - ela conseguiu sussurrar, a voz tremendo.
Sanzu: Você também vai tomar banho com ele, meu amor - Sanzu completou, a voz suave como seda, mas carregada de uma ameaça mortal.
Rindou, com um brilho de malícia nos olhos, observava a cena, aproveitando o desespero que tomava conta de S/n.
Ela sentiu as lágrimas subirem, mas Sanzu, como se pudesse ler seus pensamentos, tocou seu rosto com uma mão gélida. Seus lábios roçaram em sua orelha.
Sanzu: Eu poderia fazer coisas piores, docinho. Seja grata pela minha bondade. Eu não permiti que ele te tocasse.
A ameaça velada em suas palavras era mais assustadora do que qualquer violência física. S/n estava presa em uma teia de terror, sem escapatória.
Seus pés se moveram por instinto, levando-a em direção aos quartos de hóspedes. A esperança de um refúgio, de um momento de respiro, a impulsionava.
Ela se viu no banheiro, o vapor da água quente que enchia a banheira formando uma névoa tênue. A água morna, um contraste cruel com o frio que percorria seu corpo. Seus dedos tremiam ao pegar os roupões, a sensação de impotência a sufocando.
A porta se abriu, e Rindou entrou, sua presença imponente preenchendo o espaço. O cheiro de seu perfume, lhe causava náuseas. Ele se aproximou dela, a respiração quente em sua nuca, um toque invasivo que a fazia estremecer.