O ar no apartamento de Sanzu era denso, carregado de uma tensão visível. Rindou, impaciente, esperava no sofá, a camisa branca impecável contrastando com a escuridão que pairava no ambiente. Ele observava Sanzu e S/n, um jogo silencioso de poder se desenrolando entre eles.
Sanzu, com um olhar gélido, fixou S/n, que descia as escadas com a graça de um anjo caído. A beleza dela, normalmente um farol de luz, agora parecia apagada.
Sanzu: Por que você não está com a mala? - a voz de Sanzu era um fio de aço, cortando o silêncio.
S/n, sem entender, franziu a testa.
S/n; Eu não sabia que você já estava indo... - ela murmurou, o medo se infiltrando em sua voz.- Eu pensei que...
Sanzu: Não importa o que você pensou - Sanzu interrompeu, a frieza em seus olhos se intensificando.- Você não vai comigo dessa vez. Ficará sob os cuidados de Rindou.
S/n: Mas por quê? - S/n questionou, a voz agora carregada de indignação.
Sanzu, com um gesto brusco, se aproximou dela, tocando seu queixo com dedos frios.
Sanzu: Não é uma escolha minha - ele disse, a voz baixa e ameaçadora. - Mikey ordenou.
S/n apertou os punhos, a raiva borbulhando em seu peito.
S/n: Você está sempre deixando ele fazer o que bem entende comigo! - A voz dela tremia, carregada de indignação.
S/n: Eu poderia ficar na casa do Takeomi... ele não se importa. -insistiu, o desespero se apoderando de seu coração.
Sanzu, sem soltar seu queixo, a encarou com olhos penetrantes.
Sanzu: Você acha que eu sou idiota para deixá-la perto da Senju? - ele perguntou, a voz carregada de veneno.
Rindou, impaciente, interrompeu o momento.
Rindou: S/n, pegue sua mala. Estamos atrasados.
S/n, atordoada, se afastou de Sanzu. O toque dele, frio e possessivo, a deixava arrepiada. Ela odiava a maneira como ele a tratava, como se ela fosse um objeto, uma marionete em suas mãos. Mas, acima de tudo, ela odiava a ideia de ficar sozinha com Rindou, o homem que havia ajudado a transformar sua vida em um pesadelo.