O ar estava denso, carregado de uma tensão palpável que S/n sentia em cada célula do seu corpo. Os olhos de Sanzu, normalmente intensos, pareciam ainda mais penetrantes sob a luz fraca do escritório. Ela engoliu em seco, o medo se alojando em seu peito como um nó frio.
S/n: Já posso voltar para o apartamento? - ela perguntou, a voz quase um sussurro.
Sanzu não respondeu imediatamente. Seus dedos agarraram os cabelos dela, puxando-os para trás em um rabo de cavalo improvisado. Ele a encarou, um sorriso cruel se formando em seus lábios.
Sanzu: Está tão ansiosa para ficar longe de mim? -ele perguntou, a voz rouca e ameaçadora.
S/n sentiu o corpo tremer. Ela não podia admitir o quão assustada estava.
S/n: Estou com fome - ela mentiu, a voz tremendo.- Não consegui tomar café da manhã quando os Haitani chegaram.
Sanzu: E o que mais? - ele pressionou, seus olhos brilhando com uma desconfiança que a deixava desconfortável.
S/n: Meu corpo está doendo - ela continuou, inventando uma desculpa.- Não consegui tomar os remédios que você deixou.
Sanzu soltou uma risada baixa, a voz rouca e ameaçadora. Ele terminou de amarrar o rabo de cavalo, seus dedos deslizando pela nuca dela com uma leveza assustadora.
Sanzu: Você pode ir - ele disse, a voz suave, mas com um tom de posse que a fez estremecer.-Mas eu também vou.
Ele se levantou, e S/n o seguiu em silêncio. A viagem de volta para o apartamento foi torturante. Cada olhar que Sanzu lançava em sua direção era um lembrete de seu poder e da fragilidade dela.
Ao chegarem, a empregada abriu a porta, um sorriso nervoso em seu rosto.
Aoi: Senhor Sanzu, você tem uma visita - ela disse, a voz tremendo. - É uma moça que diz ser sua irmã.
Sanzu bufou, a irritação evidente em sua voz. S/n sentiu um arrepio percorrer sua espinha.
Ao entrar, seus olhos encontraram os de Senju, a irmã caçula de Sanzu, parada no meio da sala.
Sanzu: Suba para o quarto - ele ordenou, a voz fria e implacável.
S/n obedeceu, seus passos pesados ecoando no corredor. Ela alcançou o quarto e fechou a porta, encostando-se nela.