Capitulo 63: Minorias se atacando.

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Claire Smith.

De uma coisa eu sei: minha família vem escondendo coisas para mim desde que nasci.

E eu quero descobrir o que.

— Com quem está treinando xadrez? Você não era tão boa assim. — Nick, meu primo questiona.

Ele é filho da tia Maggie e o tio Mason. Nick é um dos únicos que me entende, por mais que seja mais velho, ele me escuta.

Quando me fez tal pergunta, dei de ombros.

— Sei la, acho que o dom me atingiu. — Sorri convencida, o moreno revirou os olhos.

Ninguém sabe que converso com Nick quase todos os dias, todo mundo vive me enchendo o saco de como é proibido e fora de cogitação e eu acabei enterrando nossa relação como um crime.

— Sei, mas ainda sou melhor. Na sua idade, eu ja fazia xeque mate em quase todas as partidas. — Nick se vangloria.

Eu sei que seu nome é esse por conta do seu avô. Foi assim que me aproximei de Nick.

Quando descobri que o pior inimigo da minha mãe é avô do sobrinho dela, eu tive que me enfiar de alguma forma.

Se ele é da familia, por que é um prisioneiro?

E por que um prisioneiro tão perigoso?

É como se eu o conhecesse melhor do que qualquer um daqui. Ele disse que minha mãe o conhecia como ninguém, e eu não entendi o que ele quis dizer com isso.

Odeio quando ele faz isso, fala coisas complicadas e espera que eu adivinhe.

— Nick...— O chamo, meu primo olhou-me com atenção. — Já teve a chance de conhecer seu avô? Tipo...conversar com ele?

— Por que eu iria querer conhecer uma pessoa que não é boa?

Bufei e arqueei as sobrancelhas irritada.

— O que lhe garante que ele não é uma pessoa boa?

— Claire...ele matou um monte de gente inocente, ele matou os amigos da sua mãe e do seu pai.

Olhei para baixo, fiquei um pouco pensativa, irritada, mas pensativa.

— E nós não matamos pessoas inocentes? Não sou idiota, Nick, já vi o seu pai organizar exercitos para matar pessoas.

— Mas aquelas pessoas eram más.

— E as pessoas inocentes do seu avô não podem ser más para ele? Por que vocês veem tudo só em um ponto de vista? — Me levantei. — Estou cansada dessa merda!

Saí de sua casa determinada. Senti como se agora fosse a hora.

Eu preciso de respostas agora.

Voltei para casa, minha mãe estava lá quando saí, espero que esteja ainda.

— Mãe! — A chamo quando entrei na casa. — Mãe! — Repeti, impaciente.

— Oi, filha, já voltou? — Minha mãe saiu da cozinha e caminhou até mim, meu pai vem logo atrás.

— Por que tratam Nick como um monstro se ele é da família? — Cortei sua recepção amorosa.

Ela parou e ajeitou a postura.

— Filha... — Meu pai começou a falar, mas minha mãe o olhou.

— Deixe comigo. — Avisou. — Filha, já conversamos sobre isso.

— Não, mãe, você só me avisou que eu deveria ficar longe dele. Você nunca me explicou nada, nunca me contou o que aconteceu.

Meu pai se sentou no sofá e mexia no cabelo de forma nervosa.

𝐁𝐎𝐑𝐍 𝐓𝐎 𝐃𝐈𝐄Onde histórias criam vida. Descubra agora