Maxine Smith.
Minha mãe não sabe que eu a ouvi com meus tios.
Até certo momento, o fato de eu ter dezesseis anos pouco importa para minha mãe, ela não me permite ajudar da forma que posso.
Eu e Leo costumávamos ser muito mais próximos. Eu observava tudo ao meu redor, ele se enfiava em todos os buracos, escalava todos os muros e arvores.
Mas crescemos, tivemos irmãos e nossas prioridades foram mudando. Mas ainda é sobre nós dois sendo os mais velhos.
— Uma carta em uma caixa? Tem certeza? — Leo indagou um tanto duvidoso.
Respirei fundo e assenti.
— Sim, vi minha mãe mexendo na caixa, só havia uma caixa em um envelope. Ela dizia algo sobre nos matar ou entregar nossas terras, algo do tipo.
Meu primo cruzou os braços e franziu a testa.
— Quando digo "nos matar", me refiro a nós mesmos. Eu, você, Zack, os gêmeos, a Sophie, Claire.
Na mesma hora, seu olhar migra para a minha direção de forma brusca.
— Querem matar adolescentes e crianças? O que essas pessoas têm a ver? São inocentes!
Balanço a cabeça de forma negativa.
— Somos o alvo apelativo. Ninguém arrisca com crianças em jogo, ainda mais com minha mãe nessa história. — Sentei-me na cama de Leo. A casa estava vazia no momento.
Meu tio estava quase sempre ocupado, Sophie tinha amigas da rua de trás e Leo vive em casa mantendo tudo em ordem.
Ele sempre foi assim. Organizado.
— Qual o plano? — Ele foi direto ao ponto.
Encarei o carpete, tendo certeza do que estava planejando.
— Os explosivos do tio Alex. Vamos usá-los.
Amy Miller.
Tio Steve estava preparando um lanche para nós na cozinha. Eu me sentei na bancada e o olhava colocar os pães no prato.
— Vai desembuchar ou vou ter que te virar de ponta cabeça para falar? — Ele me olhou de canto, eu dei um riso.
— Como sabe que tenho algo a dizer?
— Seus pés estão balançando e você está me encarando igual uma maluca. — Fecho os olhos um tanto envergonhada.
Respirei fundo e o olhei.
— Tio... — Hesitei. — Por que você e a mamãe não se falam?
Meu tio quase paralisa. Ele me encara por um tempo e em seguida abaixa a cabeça como um cão envergonhado.
— É uma longa história, querida. Não vai querer ouvir.
— Eu vou! — Afirmei. — Não suporto como vocês se tratam, de como se olham, de como se evitam. Eu queria que vocês me contassem o que aconteceu.
Ele engole seco e encosta a lombar na pia, ficando de frente para mim.
— Sua mãe e eu nunca fomos completamente próximos na infância. Tínhamos apenas um pai em comum, só isso. Eu sempre fui o adolescente que detestava a irmã mais nova porque ela tinha tudo o que nosso pai dava. — Presto atenção em cada palavra. — Sua mãe não tinha culpa de eu ter sido desviado da atenção paternal, mas a culpei disso por anos.
Sinto vontade de chorar, não sei explicar, mas é como se eu o entendesse.
Meu pai é o melhor do mundo para mim, nunca esteve distante, não importa o que aconteça, mas sinto pena pelo meu tio.
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𝐁𝐎𝐑𝐍 𝐓𝐎 𝐃𝐈𝐄
Science FictionApós um vírus transformar pessoas em mortos-vivos destruir o planeta Terra, Maddie Waters tenta sobreviver sem o pai de seu bebê que ainda não nasceu, enquanto o procura. Em meio da procura, ela encontra e reencontra com pessoas que acabam se tornan...
