Capitulo 66: Me diga alguma maldita novidade.

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Zack Smith.

Corremos para a casa da tia Sam, era um caminho curto até lá, mas desviar de inimigos fazia parecer quilômetros de distância.

— Zack, tem certeza de que quer se meter nisso? Eles vão mexer com bombas! — Amy segura meus ombros preocupada.

— Amy, é a minha irmã que está metida nisso. É a minha familia. Meu pai disse que eu deveria cuidar das minhas irmãs independente do que acontecesse, e eu vou cumprir sua palavra. — Afirmo de forma firme, determinada e um tanto desesperado.

Amy olha em meus olhos quase com uma vontade de chorar.

— Escuta, se não quiser vir, não vou obriga-la, na verdade prefiro que não venha, pode se machucar.

— Eu estou com medo, sim, estou mesmo, mas não vou ficar sentada e esperando tudo acontecer. Só estou certificando de que está fazendo a coisa certa. — Amy hesita. — Não quero te perder, Zack. — Murmura de olhos quase fechados.

Minhas sobrancelhas relaxam e meus olhos focam em tudo sobre Amy. Me aproximei devagar e segurei seu rosto.

— Não vai, te prometo. — A faço me olhar. — Não vou a lugar algum, Ames.

Ela vai sorrir, mas meu corpo reagiu pronto para um conforto, e acabo a beijando de forma suave.

Não foi muito, apenas um toque bom e reconfortante.

Amy me olhou um pouco envergonhada.

— Temos que sair daquí. — Falou agarrando minha mão e correndo na direção da rua certa.

Mason Waters.

Me desviei de Maggie e Maddie, mas encontrei Alex no caminho.

— Espero que seja coisa da minha cabeça, mas vi Amy correr aqui perto. — Ele engole seco.

— Não pode ser, você pediu para que ficassem casa, não?

— Pedi, mas conheço meus filhos. Conheço Chase, esperei isso dele, não de Amy.

— Quer checar? — Olhei-o.

Alex negou.

— Ela escolheu isso, confio na minha filha.

Sorri quase como num riso, então continuamos o caminho.

Meu filho estava cada vez maior, bastante próximo do primo, Zack e determinado igual a mãe. Morro de orgulho dele.

Mas é teimoso como eu.

— O que faz aqui, garoto? — Questionei quando esbarrou em mim.

— Pai...— Ele engole seco. — Eu estava procurando a mamãe, ouvi baterem na nossa porta, batidas estranhas

— Estranhas?

— Não eram as batidas combinadas, então fugi pelos fundos. — Olhei Alex, que fez o mesmo.

— Alguém o viu? Se machucou? — Meu filho nega, e eu assinto. — Tem armas?

— Tenho, peguei uma do seu quarto. — Bufei, já que imploro para que não toque em minhas armas em meu quarto.

— Tudo bem, posso confiar em você para procurar a mamãe? Consegue se cuidar sozinho?

Nick respirou fundo e respondeu de forma positiva, mas de forma como se fosse uma pergunta idiota.

— Claro que sim, pai. Confie em mim.

— Certo, então tome cuidado. — Beijo sua cabeça e dou um tapa em suas costas.

𝐁𝐎𝐑𝐍 𝐓𝐎 𝐃𝐈𝐄Onde histórias criam vida. Descubra agora