Capitulo 67: O trabalho de um pai é proteger seu filho.

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Chase Miller.

Max acha que sabe mentir para mim, mas a conheço o suficiente para captar uma mentira sua.

Olhar nos olhos com convicção, determinação, mas o olhar demonstra medo. É assim que ela agiu comigo da ultima vez.

Não sei o que tramou, mas sei que tramou algo essa noite, então fui até sua casa, mas não havia ninguém.

Nem ela, nem Zack e nem Claire. Me preocupo bastante.

Um tempo depois a vi na direção da casa da tia Sam. Andei até, quando abri a porta, Max e Leo estavam correndo pela casa.

— Max? — Chamei-a, a morena se assusta ao ouvir minha voz e aperta a bolsa em sua mão.

— Chase! — Arregala os olhos. — O que faz aqui?

Leo parou ao seu lado para ver o que estava acontecendo.

Maxine estava tensa, muito tensa.

— O que você faz aqui? — Olhei a bolsa em suas mãos, olhei as mãos de Leo.

Malditas bombas do meu pai.

Eram aqui que ficavam.

— Chase, por favor, volte para casa. É um plano perigoso, Leo e eu cuidamos de tudo já. — Ela quase gaguejava, eu me aproximava lentamente a cada palavra sua. — Só não conte a ninguém, ok? Estamos tentando ajudar nossos pais.

Minha aproximação lhe causava nervosismo.

— Não queremos agir publicamente, ninguém pode saber quem soltou essas bombas. — Max continuava falando.

Toco seu braço direito com minha mão esquerda.

— Eu vou ajuda-los. Só me diga o que fazer. — Afirmei.

Uma lagrima escorre de sua bochecha, então a limpo com meu polegar.

Zack Smith.

Seguro o pulso de Amy forte. Sinto que estamos sendo seguidos.

Olhei para trás, mas sei que é inutil. Alguém que segue não quer ser visto, é obvio.

Entramos correndo na casa da tia Sam.

Chase, Max e Leo estavam se armando pela sala, contando bombas.

— Mas que merda é essa? — Amy avança no irmão.

— Calma, Amy, fiquei sabendo disso agora. E não era para sair de casa.

— E era para você sair? Aliás, nenhum de vocês deviam estar aqui. E se a tia Sam aparecer? — Amy brigava com todos nós.

— Ela não fica aqui nem normalmente. Está ocupada demais com a Tia Lily. — Meu primo retrucou.

— Olha, podemos colaborar juntos. — Começo.

— Que merda! Não era para ninguém estar aqui. É um plano arriscado!

— Pare de agir como se vocês dois fossem os únicos adultos maduros entre nós! — Quase grito. — Somos tratados da mesma maneira...como crianças.

Todos ficam em silencio.

— Tudo o que podemos fazer é espalhar essas bombas pela cidade, trazer nossa familia para um ponto afastado delas para que ninguém se machuque. — Me sento no sofá. Passo a mão no rosto. — Não temos tanto tempo, logo os errantes se multiplicam e nós sabemos que é pior.

Amy se ajoelha na minha frente, toca meu rosto com as duas mãos, me obrigando a olha-la.

— Então vamos logo. Vamos porque você me deu um motivo para acabar isso e resolver um assunto pendente entre nós. — Me arranca um sorriso sua fala, então me levanto.

𝐁𝐎𝐑𝐍 𝐓𝐎 𝐃𝐈𝐄Onde histórias criam vida. Descubra agora