Asas

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Lixo é ouro,
Quando o mundo decide quem brilha.
Vendem verdades em vitrines,
Enquanto corações se desfazem no silêncio.
O que é belo, senão o que nos mandam desejar?
O que é certo, senão o que fingimos acreditar?

Será que anjos têm asas de verdade?
Ou apenas cicatrizes que escondem bem?
Talvez sejam só almas cansadas,
Cobertas de luz para não assustar.
Porque até a bondade, às vezes,
Sangra por dentro e sorri por fora.

E eu me pergunto,
Quanto custa o ingresso para esse falso paraíso?
Quantas partes de mim preciso deixar na porta,
Para ser aceito em um céu inventado?
Preciso pagar com obediência?
Com silêncio? Com a minha identidade?

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