Marina

218 13 0
                                        

Quando saímos do quarto já passavam das dez da manhã. O dia estava chuvoso e não tão quente quanto os anteriores. A temporada de frio estava chegando.

Tomávamos café tranquilamente na ilha da cozinha quando Ruby entrou com cara de sono. Nos deu um beijo e também se dirigiu à cafeteira. O líquido negro não podia faltar em nossas vidas. Éramos praticamente viciadas e não havia vida durante o dia, sem que sorvêssemos um bom e forte café logo pela manhã.

A morena de olhos verdes sentou ao meu lado e encostou a cabeça em meu ombro, ainda cheia de preguiça. Beijei o topo de sua cabeça e ela suspirou, sorvendo um gole do líquido quente.

- De ressaca, Rubs? - perguntei, alisando seu rosto pálido.

- Um pouco. - tentou sorrir, mas seu rosto se contraiu numa pequena expressão de dor – Acho que um pouco demais. Minha cabeça dói.

- Vou ver uma fruta para você. Não pode ficar só com esse café. - Chris declarou, já se levantando para providenciar o desjejum de Ruby.

- Não precisa, Chris. - tentou dizer e recebeu um olhar severo da outra morena, que não aceitou qualquer tipo de protesto.

Terminamos de comer enquanto conversávamos. Ruby estava um pouco mais corada, mas ainda se notava que sentia dores. Mesmo sob protestos a peguei no colo e a levei para meu quarto, onde a ajeitei confortavelmente na cama, após fazer com que tomasse um remédio para dor. Não demorou muito para que voltasse a dormir. Beijei sua testa e fechei as cortinas, para que ela pudesse descansar.

Voltei à sala de estar e me sentei no confortável sofá em frente a lareira, onde crepitava um fogo não tão intenso. Não estava tão frio, mas sempre que podíamos a prendíamos. O calorzinho que tomou o ambiente estava totalmente acolhedor.

Estava distraída com o livro que lia quando Marina sentou ao meu lado, me abraçando pela cintura e apoiando a cabeça em meu ombro.

- Bom dia, princesa. - falei de forma carinhosa, acariciando seu rosto.

- Bom dia. - respondeu manhosa.

- Se divertiu ontem? - perguntei.

- Bastante. - respondeu simplesmente, com os olhos fechados.

- De ressaca como a Ruby? - perguntei rindo.

- Não, só sono mesmo. - sorriu.

- Por que não dormiu mais um pouco, meu amor? - alisei seu rosto de forma carinhosa.

- Queria ficar com você. - declarou e isso me derreteu por completo.

Envolvi seus ombros com o braço e ela se aconchegou mais contra mim. Não demorou muito para senti-la ressonando contra meu pescoço. A olhei e sorri. Parecia um anjo. Segui lendo meu livro até quase dar meio dia.

- Mari. - a chamei – Acorda, baby. Você tem que almoçar.

Os olhos verdes abriram-se languidamente e Marina espreguiçou-se ao meu lado.

- Acho que dormi um pouco. - sorriu doce e admirei seu rosto, apaixonada.

Não resisti a tanta doçura e colei nossos lábios, em um carinho casto.

- Você é tão linda. - declarei e ela sorriu, voltando a me beijar, agora aprofundando o contato, procurando minha língua com a sua.

- Não mais que você. - disse ao afastar nossas bocas, me olhando direto em meus olhos.

Voltou a me beijar, de início docemente, mas logo a carícia se tornou mais urgente. Sua mão adentrou minha blusa e alisou minha barriga. Suas intenções ficaram claras quando seus dedos escorregaram até chegar entre minhas pernas e acariciar sobre o tecido da calça folgada que eu usava.

Marina afastou nossos rostos e me dirigiu um sorriso despudorado, mostrando qual era sua real intensão com aqueles toques ousados.

Deixei que ela me tocasse como queria. Ela tinha total liberdade sobre meu corpo. A mão que me afagava sobre o tecido da calça escorregou pelo cós e me envolveu possessivamente. Sua boca tomou a minha e me entreguei a ela, deixando que fizesse o que queria comigo.

Sua mão seguia o mesmo ritmo do beijo que trocávamos. Subia e descia com intensidade em meu membro que já endurecia diante do estímulo que recebia. Sua mão era tão suave e tão hábil…

Ela afastou nossas bocas e me encarou, enquanto continuava a me masturbar. Analisou cada milímetro de meu rosto que não escondia o prazer que eu sentia. Já estava completamente dura quando ela parou com os estímulos, tirando a mão de dentro de minha calça.

- Tira. - ordenou e eu sorri de lado. Obedientemente levantei meu quadril e baixei minha calça até os tornozelos, tirando-a em seguida. Ela mesma pegou minha blusa pela barra e ergueu por meu corpo, me deixando completamente nua. Admirou meu corpo sem pudores. - Como pode ser tão bonita? - praticamente me devorava com os olhos e eu fiquei sem graça por um momento.

Sem dizer mais nada Marina ficou em pé na minha frente e tirou sua própria roupa lentamente. Parecia uma sessão de tortura, já que meu corpo ansiava por ela. A blusa foi retirada primeiro, deixando a barriga lisa e os seios bem torneados à mostra. Meu pênis pulsava de desejo. Virou de costas e baixou a calça lentamente, praticamente encostando a bunda em meu rosto. Levei as mãos ao local e apertei com vontade.

Marina olhou por cima do ombro com um olhar sedutor e um sorriso safado. Voltou-se para mim novamente e aproximou-se, ficando de joelhos sobre o sofá. Sem mais preliminares, agarrou meu membro duro e sentou sobre ele vagarosamente. Pude sentir cada músculo moldando-se a mim e isso me fez jogar a cabeça para trás e gemer. Só parou de sentar quando a preenchi totalmente.

Seus olhos verdes me encararam e não me contive, a beijei com desejo. Seu quadril começou a se mover de forma sedutora, ainda me provocando. Apertei minha mão direita em sua nuca, trazendo-a ainda mais contra minha boca, enquanto a esquerda deslizou até o seu quadril, parando ali e forçando-a contra mim a cada investida que ela dava.

Marina rebolava em meu pau e nos deliciávamos a cada movimento. A fiz parar no lugar e movimentei meu quadril, a estocando. Precisava daquilo para completar o prazer que sentia. Ainda nos beijávamos forte quando senti que forçava-se contra mim a cada vez que descia.

Moveu-se sôfrega sobre mim, querendo chegar a seu ápice. A senti gozando em meu pênis e me movi prolongando seu prazer enquanto eu mesma chegava a meu orgasmo. Fomos parando aos poucos, nossas bocas ainda em contato. Marina ficou sentada em meu colo, respirando rapidamente, assim como eu.

Ficamos trocando carícias e quando demos por nós já era perto da uma da tarde. Nos ajeitamos para finalmente nos juntarmos às demais no almoço, que já transcorria quando entramos de mãos dadas na sala de jantar.

HarémOnde histórias criam vida. Descubra agora