Hey, boa noite.
A música titulo de hoje é I'm Not The Only One, do Sam Smith.
Enjoy :)
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Lauren observou o próprio reflexo na porta de vidro da varanda.
O vestido preto tinha mangas longas e detalhes em renda em toda parte superior, enquanto descia em uma saia negra até o meio das coxas e outra de mesma cor, transparente, até os pés. Os saltos de tiras também pretos completavam elegantemente.
O cabelo estava jogado sobre o ombro esquerdo, numa cascata negra e bem arrumada. Os lábios eram marcados pelo batom vinho, enquanto o resto da maquiagem era leve.
Lauren observava a chuva fina cair das nuvens extremamente acinzentadas, de modo quase fúnebre. Era como se sentia, afinal.
Suspirou. Tinha plena noção que era a causadora de todo o caos a sua volta, e o pior era saber que a partir daquele dia, nada mais voltaria a ser o que era. Estava tudo em ruínas, completamente perdido.
A lágrima solitária que escapou pela sua bochecha logo foi secada, não havia mais porquê chorar. Não fazia sentido.
- Está pronta?
Dougie perguntou, quase em um sussurro. Estava absolutamente lindo em sua camisa social preta, assim como a calça, e terno cinza.
- Estou. Onde está Normani?
Dougie observou a amiga por um segundo. Sabia o quanto tudo aquilo estava sendo difícil, e não entendia o porquê dela se torturar ainda mais estando ali.
- Lá embaixo, nos esperando.
Lauren assentiu e suspirou.
- Não suporto mais esse hotel.
- Nem eu, mas creio que não demoraremos muito a ir embora.
Dougie a confortou, cautelosamente.
- Eu espero.
Seguiram até o elevador, e assim que chegaram ao terraço, Normani notou o quão vermelhos estavam os olhos da amiga. Suspirou.
- Lauren?
Chamou, e Lauren levantou a cabeça, vendo Normani mais do que deslumbrante no vestido Dolce e Gabbana preto e branco, que vinha até o meio das coxas em uma saia levemente rodada.
- Sim?
- Você tem certeza que quer ir?
Lauren a observou por um segundo. Essa dúvida havia passado pela sua cabeça no momento que havia visto aquele convite, a duas semanas atrás. Suspirou.
- Tenho, Mani. Não se preocupe, vou ficar bem.
Normani assentiu, sabendo que discutir com Lauren não a levaria a lugar nenhum. Ela não mudaria de ideia.
O caminho até a Igreja foi feito em completo silêncio, interrompido apenas pelas pequenas gotas que caíam sobre o teto do carro e corriam sob o vidro das janelas.
Lauren observava tudo, e a sensação que tinha era que estava seguindo para um velório, tanto que se vestiu de acordo com essa ocasião. Não deixava de ser um, de qualquer forma. A diferença era que ele acontecia dentro de si.
Observou os anéis em seus dedos, as unhas pintadas no mesmo tom de vinho presente em seus lábios estavam impecáveis, ela precisava ser completamente impecável, até quando se sentia prestes a desabar, como naquele momento.
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Detroit
Hayran KurguPoder. Cinco letras, uma obsessão. Em um lugar onde o pecado é rotina, onde tudo tem um preço, há aqueles que fariam tudo para obtê-lo. Os fins podem justificar os meios, mas os meios poderiam justificar os fins? Essa era a pergunta em questão.
