Liguei pra ele como combinado, marquei no Hollyt Café. Ele mora praticamente no outro lado da cidade, mais não fez cerimônia e aceitou, logo por que ficava perto da minha casa e da casa de Gabriel, era mais um motivo para que eles se vissem por ali, mais nada disso aconteceu. Comecei a conversa falando sobre Gabriel, assim logo de primeira sem fazer rodeios.
- Nicolas. Te chamei aqui pra conversarmos sobre alguém.
- Sobre você? – Ele me perguntou e segurou a minha mão.
- Não é sobre mim, nem sobre você e nem outra pessoa, é sobre Gabriel.
Ele ficou meio sem saber o que fazer, o que eu poderia conversar, o que Nicolas tinha a ver com o Gabriel.
- O que você quer dizer sobre ele? Ele andou falando de mim?
- Não é isso, o Gabriel não é dessas coisas.
- Então sobre o que?
- Sabe o que é... Gabriel esta gostando de você. Mais calma vou te explicar direito. – tentei amenizar mais o clima. – Ele é meu melhor amigo, fiz aquilo tudo pra ajudar ele a conquistar você, como sou amiga me senti no direito de ajudar. Eu sei que isso é errado e foi á primeira coisa que pensei, tive que ter muita certeza e frieza para decidir fazer isso.
- Gostando de mim? Mais de que forma? – Ele perguntou indeciso.
- De uma forma que um garoto gosta de uma garota, de querer você pra ele, essas coisas.
- Nossa! Mais você sabe...
- Eu sei que você não curte, que tem um pouco de preconceito, eu percebi isso na conversa que tivemos naquele dia, a sua forma de se dirigir a ele, das palavras que usou para ataca-lo, sendo que ele nem podia se defender. Eu poderia falar defender, fazer mil coisas, mais não, eu não fiz, fiquei na minha, com medo do que eu estava planejando da errado. Pode parecer loucura o que eu estou fazendo, outra no meu lugar faria o mesmo.
- É por isso que te via sempre onde eu estava, frequentava os mesmos lugares, você me vigiava?
- Não era bem te vigiar o que eu fazia, só queria saber que tipo de garoto era você, se eu tivesse a certeza de que você era legal, não tinha mal algum o Gabriel ficar com você, era só isso o que eu fazia.
Ele parecia entender. Uma vez ou outra me olhava com abominação, como se quisesse voar no meus pescoço, me estrangular ali mesmo. Tinha a certeza de que fiz a coisa certa, mais ao mesmo tempo não tinha tanta certeza assim.
- Onde você quer chegar? – Ele perguntou.
- Na felicidade do meu amigo. – Pronto, já havia abrido os olhos de Nicolas, agora só faltava ele ver o que estava na sua frente.
Ele nunca namorou na vida, pode parecer mentira, um moreno alto, da pele clara e olhos verdes, bonito e definido, nunca ter namorado ninguém, na certa se Gabriel não estivesse tanto afim dele eu o pegaria, não perderia chance, mais sem contar os ficas que já tinham acontecido entre nós.
- Fiquei agora sem saber o que dizer. – Ele disse.
- Não precisa dizer nada, basta sentir, se chega mais a ele, conversa, tira brincadeiras, seja legal, só estou te dando uma ideia, mais é você que sabe.
- Se eu dissesse pra você que não estou nem um pouco interessado nisso. – Pronto! Tudo foi por água a baixo, não acreditei no que ele me disse, nada mais ia fazer sentido, ali se iam dias e dias de observação, enganação e frieza. Como falar isso a Gabriel? Não me sentia no direito de me meter mais nesse assunto do que já estava metida.
- Você que sabe, tentei ajudar a penas.
