24º Capítulo

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- Eu mostro-te já quem é o gordo. - Justin virou-me para ele e atacou o meu pescoço.

Pus os meus braços á volta do seu pescoço e ele pegou-me pela cintura e pousou-me em cima do balcão. Um barulho infernal ouviu-se pela casa toda e logo o afastei para ver de onde veio o barulho.
Boa a minha salada neste momento, estava toda espalhada pelo balcão.

- O que foi isso? - A Gigi perguntou.

- Nada! - O Justin despachou-se a dizer.

- Acho melhor deixar-mos isto para depois. - Disse enquanto deixava vários beijos pelo seu pescoço.

- É que nem penses! - Disse num gemido.

- Não acredito que já estás assim. - Ri-me. - És muito fraco, Bieber.

- Não me chames Bieber que isso excita-me mais. - Disse apertando a minha cintura.

- Justin... - Afastei-o e olhei-lhe séria. - Controla-te, a sério!

- Odeio quando és assim. - Afastou-se.

- Assim como? - Perguntei confusa.

- Quando me deixas pendurado. Eu tenho necessidades! - Bufou.

- E eu? Tenho que estar sempre disponível para as tuas necessidades sexuais? - Disse já irritada. - Justin, tens que ver o meu lado. - Disse mais calma.

- E tu não podes ver o meu lado? - Disse sem me encarar.

- Se estás assim tão desesperado por sexo, vai às putas!

- Olha que nem é má ideia. - Sussurrou.

- Então vai! Estás á vontade! Mas só te digo uma coisa. Nunca, mas nunca mais me toques. - Disse e saí da cozinha o mais depressa que consegui.

Cheguei á sala e estavam todos em volta da mesa pequena, á frente do sofá, a comerem pizza. Não estava com paciência nenhuma para estar no meio deles.

- Divirtam-se, boa noite! - Disse antes de subir as escadas.

Entrei dentro do meu novo quarto e fechei a porta às chaves. Se ele pensa que depois de ter feito sexo com umas 5 vadias, que vem dormir na mesma cama que eu, está muito mal enganado! Deitei-me na cama de barriga para baixo e pensei em tudo o que se passou lá em baixo.

'Ele só vai porque tu o deixas-te.' A voz que tenho dentro da minha cabeça decidiu entrevir.

Por mais que eu não queira, eu tenho que concordar com a minha consciência. Ele só vai porque eu lhe dei autorização e o incentivei a ir. Eu disse aquilo de cabeça quente. Eu no meu perfeito juízo, não lhe ia dizer isso. Mas eu estava de cabeça quente. Mas vendo por outro lado, ele vai porque quer. Eu não o obriguei a nada. Sim, está bem incentivei-o, mas não o obriguei. Pelos vistos, ele não gosta de mim como me diz.

Liguei as colunas e peguei no meu telemóvel. Tinha uma mensagem da minha mãe.

"Já chegas-te? Correu tudo bem? Quando poderes liga-me."

Fui á minha lista de contactos, procurei pelo nome "mãe" e pus a chamar.

#ChamadaOn

- Filha? - Uma voz feminina, disse do outro lado.

- Sim, sou eu. - Sentei-me na cama.

- Então como correu? Chegaram bem?

- É claro que chegamos bem!

- E como é que é isso aí?

- Ainda não vi muita coisa, mas pelo que vi gostei bastante. Talvez hoje á noite vá dar uma volta pela cidade.

- Nada de andar na rua sozinha! Ainda aparece alguém e depois quem te salva? - Disse preocupada.

- Eu tenho mãozinhas. Sei bem dar um estado.

- Promete-me que não vais andar na rua sozinha.

- Sim, está bem. - Revirei os olhos.

- O rapaz que te veio buscar, vai contigo?

- O Justin? Sim, vai. - Menti.

- Ainda bem. Eu gostei dele.

- Como estão as coisas com o pai? - Mudei de assunto.

- Normais. Ainda não apareceu em casa. Provavelmente vai aparecer amanhã de manhã todo bêbado. - Disse desanimada.

- Eu acho que tu devias de sair dessa casa. E principalmente, divorcias-te dele.

- Selena, nós já falamos sobre isso.

- Pois já. E como te disse eu vou arranjar um emprego e vou alugar um apartamento para nós as duas.

- Filha, eu não quero que tu estejas a estudar e a trabalhar. Eu é que sou a mãe. Eu é que devia de te sustentar.

- Não digas disparates mãe.

- Eu agora tenho que desligar. Está alguém a tocar á campainha.

- Ok. Eu amanhã ligo-te. Xau.

- Até amanhã.

Eu fico triste com este assunto dos meus pais. A minha mãe não merece passar o que já passou. O meu pai já lhe bateu tantas e tantas vezes. Ao inicio eu tinha medo de me meter no meio, mas á medida que fui crescendo, eu fui perdendo o medo. Ignora-lo é a melhor solução, mas às vezes ele tem que ouvir as verdades. Ele é um pai de merda. E um marido de merda. Ele não merece a minha mãe.

Levantei-me da cama e fui em direcção ao móvel onde tinha a minha roupa. Peguei numas calças claras, num top branco e numa camisa ao xadrez vermelha e preta. Vesti-me e fui em frente ao espelho. Dobrei a beira das calças e olhei-me.
Adoro estas calças. São mesmo lindas e ficam-me bem. Fiz um rabo-de-cavalo e passei um pouco de base, lápis, rímel e um baton nude. Calcei as minhas adidas brancas, peguei nos meus fones e no meu telemóvel e desci.

- Também mudas-te de ideias? - Jasmine disse toda animada.

- Vou sair, mas não é com vocês.

- Vais onde? - Ryan perguntou.

- Não te preocupes. Chego antes de vocês. - Passei pelo meio deles e saí de casa.

#JustinOn

Estávamos agora a estacionar á frente da casa, onde ia ser a festa. Esta noite sem duvida que promete!

- Esta noite vai ser brutal! - Maejor disse todo animado.

- Eu acho é que esta noite é do Justin! - Sorri de lado, com o comentário do meu melhor amigo.

- É que nem duvides. - Disse olhando para umas raparigas que estavam a passar por nós. - Gosto muito de vocês, mas tenho que aproveitar bem a noite. - Disse indo em direcção delas.

- Justin. - Jasmine puxou-me pelo braço. - Vê lá bem o que vais fazer. Depois não esperes que a Selena te perdoe.

- Ela também não saiu?

- Mas ela não vai andar aí a fazer-se aos gajos todos e a beijar todos.

- Sabes lá!

- Eu conheço a minha melhor amiga, Justin. Eu não sei o que se passou entre vocês, mas ambos estão a precisar de falar. Eu se fosse a ti não andava por aí a comer todas. Mas esta é só a minha opinião.

Revirei os olhos e entrei dentro da festa.
A noite ainda mal começou.

Depressed (Parada)Onde histórias criam vida. Descubra agora