44º Capítulo

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#JustinON

Vi Selena a desaparecer pelo meio das pessoas e logo desviei a minha atenção para os rapazes. 

- Vamos para casa? Temos muita coisa para resolver ainda. 

Todos encolheram os ombros e decidi tomar a iniciativa. Passei por eles e fui em direção ao parque de estacionamento, onde tínhamos deixado os carros. Ryan e Jasmine iam no mesmo carro que eu, enquanto os outros iam nos seus carros. 

- Entao, Justin... O quê que tu e a Sel estiveram a falar? - Jasmine decide quebrar o silêncio. 

- Nada demais. - Disse como se não fosse nada importante. 

- Se não foi nada demais, podes nos contar. - Insistiu. 

- Não vais desistir, pois não? - Revirei os olhos. 

- Não. - Disse orgulhosa. 

- Eu não sei como é que a aturas, mano. 

- Mas vais contar ou não?

Depois de revirar os olhos novamente, suspirei pois, apesar de eles quererem o nosso bem, ninguém tinha haver com o que nós falamos ou deixamos de falar. 

- Basicamente, tentei falar com ela para lhe explicar tudo. E ela? Negou, como é óbvio. 

- Mas tu estás a pensar contar-lhe a verdade? - Desta vez foi Ryan a falar.

- Não sei, talvez. Já estou cansado de estarmos assim. - Encolhi os ombros, juntamente com um suspiro. 

- Eu acho que fazes bem em contar-lhe, mas tens que pensar que ela pode não reagir lá muito bem por não lhe teres contado desde o início. - Jasmine disse calma. 

- Eu sei, esse é um dos motivos de não querer contar-lhe. Se for para ficarmos como estamos, mais vale ela não saber. Pelo menos assim está mais segura. 

- Mas se o objetivo desses gajos é atingir-te, tu achas que eles não sabem da existência dela? Eles devem andar ao nosso lado e nós nem sabemos. Eles provavelmente querem é deixar desaparecer este assunto e depois voltam em força. 

- Eles sabem lá se eu gosto dela ou não. Ela pode ter sido só mais uma. 

- Pois, mas não foi. E eles de certeza que sabem o que estão a fazer. - Fez uma pausa. - Justin, isto não é uma brincadeira. Eles sabem quem atingir, eles sabem quem são as pessoas com quem tu te importas. 

- O melhor a fazer é mesmo contares tudo a ela e fazerem as pazes. Nós podemos dar uma ajudinha nesse lado. - Jasmine tentou ajudar. 

- Pois, falar é fácil. Conhecendo-a como a conheço, não vai ser fácil trazer-lhe para minha casa outra vez. - Respirei fundo. 

Deixei Jasmine em sua casa e segui para minha casa, onde íamos juntar as provas todas que tínhamos.

Durante este tempo, tinha recebido algumas cartas com ameaças. Todas eram escritas com recortes de letras de jornais e revistas, o que não é muito utilizado. Na verdade, quem é que ainda ameaça pessoas por carta? Ninguém, exatamente. 

Chegamos a minha casa e já estava o resto do pessoal. A minha mãe já lhes devia ter aberto a porta, pois nenhum deles estava nos carros. Esta era a última semana da minha mãe cá, depois ela tinha que voltar para Paris, novamente. O trabalho chama por ela. 

#SelenaOn

Olhei para o relógio e estava na hora de eu sair. Despedi-me no pessoal e vim até aos balneários, onde troquei de roupa. Peguei na minha mala e fui apanhar a camioneta para ir para casa. 

Depressed (Parada)Onde histórias criam vida. Descubra agora