27º Capítulo

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- Então?Perguntei impaciente e senti a mão do Ryan no meu ombro.

- Já tenho notícias da Selena. Olhou para nós durante um tempo. – Ela já acordou.Um pequeno sorriso surgiu na sua cara.

Parecia que me tinham tirado um peso.
Respirei fundo e passei a mão pelo meu cabelo.

- E como é que ela está? Jasmine perguntou preocupada.

- Ela acabou de acordar e ainda está um pouco confusa. Daqui a pouco vamos falar com ela e vamos-lhe fazer alguns exames.

- Mais exames?

- É só para ver se está tudo bem com ela. – Confessou.

- E em relação ao bocado. Já sabem alguma coisa?

- Provavelmente foi reacção dela. Não é o primeiro caso que nos acontece. Ao contrário do que muitas pessoas dizem, eles ouvem. Eles podem estar em coma ou a dormir, mas eles conseguem capturar algumas coisas do que nós lhe dizemos. Deve ter sido o caso dela. – Parou um bocado. Mas foi graças a isso, que ela acordou.

- Muito obrigada doutor.Jasmine agradeceu com um sorriso na cara.

- Quando ela poder receber visitas alguém vos vem informar. Mas sugiro que vão descansar um pouco a casa. Só amanhã de manhã é que ela vai poder receber visitas.Deu um pequeno sorriso e foi-se embora.

- Eu vou a casa tomar banho e comer qualquer coisa.Jasmine disse e encostou-se ao Ryan.

- Eu levo-te. Ryan disse abraçando-a de lado.Vens?Olhou para mim.

- Não. Eu vou ficar aqui.Sentei-me numa cadeira.

- Não vai adiantar de nada estares aqui.

- Tu ouviste o médico. Só amanhã é que ela vai poder ter visitas. Jasmine olhou para mim.

- Eu quero estar aqui caso ela precisar.

- Não te vou deixar aqui, mano. Além disso precisas de dormir. Anda connosco.

Revirei os olhos e foi com eles. Contrariado claro.

#SelenaOn

Queria abrir os meus olhos, mas não conseguia. Era como se estivessem cozidos.
Com as poucas forças que tinha, abri os olhos. Olhei á minha volta e assustei-me. Eu não conhecia este lugar. Onde é que eu estou?
Tentei me mexer, mas foi em vão. Não conseguia mexer as minhas pernas. Aproximei a minha mão da minha perna e apalpei-a. Não a sentia. Não conseguia sentir as minhas pernas. O que se tinha passado comigo?

Desatei a chorar e ouvi a porta do quarto a abrir. Olhei em direcção á porta e vi um rapaz de estatura média, cabelos escuros e de olhos claros. Ele tinha uma roupa estranha. Parecia roupa de plástico.

- Acalma-te. Tentou acalmar-me, pondo a mão no meu ombro. – Estás bem? O quê que sentes?

- Porquê que eu não sinto as minhas pernas? Porquê que estou num hospital? O quê que me aconteceu?Disse entre soluços.

- Não sei se devo contar.

- Conta-me, eu peço-te.Disse limpando as lágrimas que escorriam pela minha bochecha.

- Foste atropelada, esta noite.

- Atropelada? Não me lembro.

- Duas vezes. A segunda foi na zona das pernas e... os médicos tentaram fazer de tudo para ficares bem. Comecei a chorar novamente. – Não fiques assim. Pode ficar tudo bem. Os médicos vão-te fazer uns exames daqui a pouco e amanhã pode ser que recebas boas notícias. – Deu um pequeno sorriso.

Depressed (Parada)Onde histórias criam vida. Descubra agora