11|| Lembranças e nova casa

2.4K 297 108
                                        


Boa leitura!!

Aubrey.

Instabilidade. Foi a primeira coisa que eu senti quando acordei. Onde estava? Abro os olhos e dou de cara com uma imensa escuridão, aos poucos, consigo ver as silhuetas das coisas ao meu redor.

De cada lado meu, tinha uma pessoa, e afrente três.

-Aubrey...- ouço alguém me chamar, uma voz a minha frente.- É o Aiden. Você tem ideia de onde a gente ta?- pergunta.

-Não. Mas...- momentos vieram a minha cabeça e frase de Andrew ecoa na minha mente."Vocês não são normais, vocês estão longe disso. O que vocês são vai muito além do que o ser humano um dia imaginou."- Você se lembra do que ele disse?

-Sim.

-Parem de falar, a minha cabeça está latejando.- acho que foi Forest.

-Começa por você então.- acho que quem disse isso foi o Frederick.

-Calem a boca todos vocês por favor?- a voz inconfundível de Tessa preenche o ambiente.

Percebo então, que estamos amarrados em uma espécie de cinto, em um banco que é colado na parede, aparentemente de metal.
-Estamos em um helicóptero ou em um avião.- digo.

-Como?- pergunta Christopher, quer dizer, acho que é ele.

Uma porta é aberta e por ela entra Andrew, com roupas pretas, logo que ele entra, as luzes são acendidas e pisco levemente para me acostumar.

-Muito inteligente Srta. Finley. Esperava isso de você.- ele diz e lança um olhar irônico para mim.

-Onde estamos?- pergunta Christopher, agora o vejo, ele estava de frente para Forest, que estava a minha esquerda.

-Não lhe interessa agora. Apenas preparem-se, logo estaremos em terra novamente. Passar bem.

Ele sai e um silêncio se lança pelo ar. Dava para perceber que todos estávamos temendo o que irá acontecer.

Se eu voltasse a uma semana atrás, eu não me veria nessa situação, eu não me veria assim.

Olho para Tessa que encarava o teto com um olhar triste.

-Quero minha vida normal de volta.- ela diz em um suspiro. Não tinha palavras de apoio suficiente para não deixá-lá sofrer. Todos pensávamos a mesma coisa, todos queriam a mesma coisa.

A turbulência aumenta então percebo que estamos aterrizando. Fecho os olhos então imagens de minha mãe aparecem em minha mente.

-Filha, nunca se esqueça, devemos temer os humanos, não os outros.- dizia ela.

-Mas mãe, eu sou uma humana, eu devo ter medo de mim mesma?- eu tinha quatro anos, uma garota inteligente para a minha idade, isso tudo por causa dela, da pessoa que eu amo, a minha mãe.

InfectadosOnde histórias criam vida. Descubra agora