25||Muito mais que lembranças

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Boa leitura!

Aiden

"Ligo a lanterna que sempre levo comigo e desço mais alguns degraus. Uma vez os alunos do oitavo ano disseram que abaixo da escola havia uma biblioteca restrita que não era mais usada, e nessa biblioteca morava o espírito de uma menina que lhe mostrava tudo o que quisesse ver. Então mesmo tendo onze anos aqui estou eu. Achei uma porta ao lado da escada que leva para a diretoria então desci. Eram grandes degraus que podiam se comparar aos de um salão de festas gigante, o corrimão era dourado um dourado que estava encoberto de uma grossa camada de poeira e descendo todos os degraus era perceptível a existência de uma sala enorme, maior do que o normal, e todas as paredes estavam com prateleiras até o teto, todos cobertas de livros e poeiras, em uma e outra existiam mapas e globos, bem velhos. Já no chão milhares de mesas e cadeiras, tudo de madeira, e essas, cobertas por cupins. Em todas as mesas pequenas luminárias, algumas mesas ainda possuíam livros em cima. Vejo então uma das luminárias ligar. Me aproximo da mesa e vejo uma garota de cabelos loiros quase brancos e lisos até a cintura. Deveria ter a minha idade, ou um pouco mais. Estava de costas para mim e com a cabeça abaixada lendo um livro.

-Bom dia Aiden!- ela diz se levantando e parando em minha frente.

-Errrr. O-os g-g-ga-ga-garo-t-tos d-d-do o-o-oit-a-aavo di-disse-sseram que a-a-qui v-v-vi-a u-u-um e-e-es-pí-rit-to.

-Não, é mentira. Sou uma pessoa, olha.- ela disse e então me toca.- Eles nem vieram aqui, você é primeiro. Prazer em te conhecer, sou Aubrey Johnson."

Eu sabia que conhecia Aubrey de algum lugar, eu só não me lembrava de onde. Porém, como ela foi parar lá? Como ela sabia que era irmã de Andrew? Me deito novamente tentando me lembrar.

"-Eu não estou sempre aqui, na verdade nem venho muito aqui, uma vez na semana ou mais. Os livros que estão aqui não se encontram em nenhum luar do mundo, são muito especiais. Como esse aqui.- ela disse me mostrando o livro que estava em sua mão.

-Do que se trata?- digo lendo o título:Vírus 168.

-Um experimento.

-Seje mais especifica!

Ela bufa então puxa duas cadeiras onde nos sentamos.

-No ano de 1985 na Russia começou uma espécie de 'peste' onde quem a contraísse tinha uma espécie de 'poderes' mas também tinha muitos problemas. Tinham o poder de fazer coisas paenas pensando nelas, de hackear computadores, quebrar coisas sem toca-las, alguns até de ler mentes e em casos mais raros ainda, sobreviviam há qualquer ferimento, inclusive, sobreviviam á morte quando todos pensavam que eles tinham morrido, essas pessoas acordavam e mais fortes e incontroláveis, o pior foi que todos que cheassme perto dessas pessoas que já eram 300 morriam ao invés de contrair o vírus. O mais curioso foi que o vírus atiniu apenas essas 300 pessoas. Então um laboratório criou uma espécie de cura. Essa cura foi danificada por um dos cientistas que disse que nenhum dos infectados deveria ingeri-la pois apenas piorarias, ninguém o escutou então antes das doses serem ineridas ele adicionou uma substancia muito perigosa então todos que tinham o vírus morreram então um dos supostos mortos acordou muito fraco mais acordou. Ele era um cientista, então ele teve uma ideia, drenar parte do sangue dele que estava infectado e guardar, então foi isso que fizeram, e em 1995 começou a fase prática do projeto 168 onde cientistas da Russa manipularam o sangue e o injetaram em uma mulher grávida em 1998. O que aconteceu foi que a mulher não teve nenhum dos sintomas do vírus mas os bebes sim. Eles nasceram com os olhos pretos. O sangue deles era preto. Dois anos se passaram e injetaram o mesmo sangue só que com um a substancia a menos em mais cinco mulheres grávidas. De inicio queriam criar uma 'nova geração' mas recentemente descobriram que essas crianças são incontroláveis e há boatos que criaram meio que um 'esquadrão' que está sendo treinado para deter os infectados quando o pior acontecer, mas não é nada confirmado.

-Nossa. Eu não sei o que falar.

Ela riu e bagunçou meu cabelo para depois levantar e guardar o livro em uma prateleira."

Um exercito.

Incontroláveis.

Como assim?

Me levanto me dirigindo para fora do meu quarto e no corredor encontro Aubrey que estava entrando no seu quarto.

-Aubrey! Preciso falar com você.- digo indo até ela.

-Que foi?

-Antes nos vermos no hospital. Tinhamos nos visto antes?- pergunto vendo sua expressão mudar.

-Do que você se lembrou Aiden?- ela estava nervosa.

-Da biblioteca. Do livro. Do que você me disse.

Ela me empurra para dentro do seu quarto e tranca a porta, logo depois ela pega o que eu espero que seja um telefone e manda mensagem para alguém.

Aubrey então se encosta em uma parede. Me aproximo dela devagar.

-Pra quem você mandou uma mensagem? - pergunto

-Não te interessa. Aiden...-me aproximo mais ao perceber que agora a voz dela já estava falhando. - me prometa que independentemente do que irá acontecer aqui depois que essa porta abrir você vai seguir com o plano?!

-O que você quer dizer com isso? - ela começa a ficar pálida e lagrimas começam a escorrer.

-Aiden...me desculpa. Por favor me desculpa.

Ainda estava sem entender nada quando a porta se abre e entram no quarto Andrew seguido de médicos e guardas que logo me agarram. Vejo Andrew tentar acalmar Aubrey e a abraçando, logo depois sinto uma pequena dor em meu pescoço e então, nada.

InfectadosOnde histórias criam vida. Descubra agora