Boa leitura!
Tessa
Era uma tarde de sol quando decidi que deveria ir visitar Aubrey, por mais que não queira. Os raios de sol penetravam nas cortinas pretas de seda dando ao ambiente uma luz aconchegante e escurecida. O sofá preto e as almofadas me cativavam mas denunciavam uma tarde de choro, a cama bagunçada era outra evidência do ato.
Me remoía por dentro imaginando meu destino em uma sala levando uma injeção que me levaria rumo à uma morte pouco agradável. Diante de todos os problemas e encrencas da minha vida me meti no prior, esse problema se eleva à uma posição maior a do dia em que babei na almofada indiana de minha mãe -ou quem eu pensava ser minha mãe- e acabei de castigo, castigo que não durou, na verdade nem chegou a acontecer por causa do ocorrido no mesmo dia.
-Tessa.- ouço uma voz familiar me chamar do lado de fora. Me levanto tentando diminuir ao máximo minhas olheiras e as manchas vermelhas do choro. Abro a porta até o ponto em que percebo que o garoto de olhos verdes e cabelo marrom do lado de fora não vá perceber a bagunça de meu quarto.
-Boa tarde Aiden!- digo tentando sorrir.
Mas ele não sorri de volta, pelo contrário continua sério, de cara fechada.
Imagine quando ele descobrir o que você fez. Tudo por puro ciúmes. - minha mente grita dentro de mim.
-O que quer?- pergunto tentando não fazer minha voz vacilar, mas fracasso.- Digo... Alguma coisa errada?
-Aubrey quer falar com você.- ele diz.
-Mas Aubrey não estava desacordada?
-Digamos que ainda está.- ele diz me deixando um pouco confusa.
-Então... Se ela ainda está desacordada como quer falar comigo?- pergunto me sentindo confusa.
E ele deve estar achando você uma idiota.
-Apenas me siga.- ele diz e sai andando. Pego um casaco azul turquesa em cima da minha capa e saio pelos corredores atrás de Aiden, que parece estar pensando em algo de muita importancia.
Começo a andar encarando meus pés e tentando entrar na mente do garoto de olhos verdes que eu tanto amo.
Tento ao máximo obter algum resultado positivo mas a única coisa que consigo é uma terrível do de cabeça. Precisava olhar no olhos dele.
Penso em outra coisa que esse maldito vírus 168 me proporciona -se é que posso dizer proporciona. Quebrar espelho. "Ler" mentes. Agilidade. Força. Equilíbrio. Visões de outros lugares. A maioria era Aubrey e Aiden que conseguiam dominar. Em alguns treinamentos coletivos percebi isso. Logo depois os dois passaram a estar sempre juntos, até mesmo agora, quando Aubrey está em uma maca respirando com dificuldade, com batimentos cardíacos baixos e com uma cicatriz no meio da barriga. Os A's. Aiden e Aubrey. Os inteligentes, os especias, os perfeitos.
Levanto a cabeça e encaro o corredor mais claro neste lugar que tenho que chamar de casa. O corredor da enfermaria, de um lado, têm paredes de vidro, como o nosso, a diferença era que o teto também é de vidro e o outro lado da parede de espelhos que refletem mais ainda a luz do sol. Para indicar as portas maçanetas de espelhos, maçanetas em forma de um triângulo.
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Infectados
Ciencia FicciónPara a ciência, tudo tem uma solução, por mais difícil que seja, mas e se ao invés de uma solução, encontrassem outra forma de vida? Uma mutação genética que seria capaz de disponibilizar habilidades incríveis ao ser humano. E se essa mutação desse...
