Aproximação, palavras, gestos, caricias, amor. Seriam capaz de tirar alguém da depressão? O amor pode ser um refúgio?
Enquanto uma garota presa em si mesma, se perdia cada vez mais em um buraco fundo no qual, segundo ela, não conseguiria jamais sair...
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- Amy por favor! – Demetria ainda batia na porta falando próximo ao buraco da fechadura, com a intenção de que ao menos Amy ouvisse um pouco melhor. – Será que vou ser obrigada a chamar a vovó ou minha mãe aqui?
Amy levantou rápido, não queria que a arrastassem pra um medico psiquiátrico. Se segurou na parede mantendo a falta de equilíbrio por causa das tonturas continuas que sentia a mais de quatro meses. Com o corpo trêmulo, destrancou a porta, abrindo-a devagar vendo ali uma Demetria com os olhos marejados e uma expressão de preocupação.
- Amy, como se sente? Que ir pro médico? – Atropelando as palavras, Demi que era um pouco mais baixa que a prima a encarava nervosamente, enquanto Amy fechava as próprias mãos fortemente. – Diga algo pelo amor de Deus! – Exaltou um pouco a voz.
- Estou bem.
- Não, não está. Pare de mentir.
Amy com os lábios entre abertos respirava pela boca tentando controlar a respiração.
- Não estou mentindo.
- Claro que esta, vejo nos teus olhos. – Demi bateu fraco no lado da coxa. – Amy, o que esta havendo com você?
Amy desviou o olhar, indo até a cama se sentando na mesma. Não sabia o que responder, na verdade ela não tinha resposta alguma, nunca tinha. Não sabia o que estava havendo com ela.
- Eu só quero a minha prima animada, a que não parava de sorrir e fazer palhaçadas. Só quero a Amy de volta... – Uma lágrima saiu dos olhos de Demetria que sentiu o gosto salgado nos lábios, não sabia se conter, não conseguia acreditar que aquela garota parada bem a sua frente era Amy.
- Ela morreu. – Com poucas e simples palavras, um tom frio e baixo Amy se envolveu por debaixo das cobertas novamente. Demetria a encarava sem saber o que dizer, somente sentia as lágrimas caindo, e uma vontade imensa de ter a Amy de antes de volta, tomar conta do seu peito. – Me deixe sozinha por favor? – Os lábios pronunciaram a frase típica de sempre.