Cap 9

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Cheguei à antiga fabrica de açúcar e comecei a olhar em volta tentando encontrar o cara.

– Muito esperto escolher um lugar cheio de chumbo! – Falo alto enquanto ando pela fábrica. – Mas eu ainda consigo ouvir o barulho do seu coração. – Digo e sinto uma coisa pular atrás de mim.

Viro-me rápido, mas acabo recebendo um soco no rosto, o que me fez cair rolando no chão. Tiro a capa do meu rosto e olho para frente, vendo um cara forte careca com um machado preso nas costas.

– No meu planeta as mulheres se curvam para os homens. – Ele diz.

– Mas aqui não é o seu planeta! – Digo e me levanto.

– Você parece a Megan. – Diz e vem mais para perto de mim.

– Como sabe o nome da minha mãe?

– Não é fácil esquecer o nome da mulher que te condenou a prisão. – Ele diz debochado.

– Ford Ross? – Pergunto me referindo ao nome da prisão.

– Ela é a juiz e a carcereira... Eu não posso matá-la, mas matar você vai ser o suficiente! – Ele diz e da um sorriso diabólico.

Dou um impulso rápido e vôo até ele o empurrando contra uma parede de pedras, quando vejo que ele está se levantando, tento dar-lhe um soco, só que o mesmo se esquiva e me da um soco no estomago, o que fez eu me curvar gemendo de dor. Ele pega o meu pescoço apertando bem forte e me joga com força sobre a parede da fabrica, quebrando-a me fazendo cair lá dentro.

Tento me levantar, mas ele vem rápido até onde eu estava e me da um chute no peito, me fazendo bater em umas maquinas e cair no chão.

– Não é porque você usa esse símbolo no peito que você é ele. – Ele diz e vem andando até mim, que tento me arrastar para trás assustada. – Lutar com ele seria uma honra, mas com você... É só um treino.

Levanto-me rápido e tento acertá-lo com um soco, mas ele se esquiva, então tendo dar outro, mas ele puxa o meu braço e me lança para frente fazendo eu bater a cabeça na parede.

– Você acha mesmo que pode me impedir? QUE PODE IMPEDIR QUALQUER UM DE NÓS? – Ele grita e me pega pela capa, me jogando para fora da fabrica, me fazendo cair encima de uns canos de metal.

Vejo-o vir correndo em minha direção.

Tento levantar, mas ele pisa no meu peito e saca o machado das suas costas, desvio o rosto rápido quando ele tenta me golpear com o mesmo, que fica verde ao bater no chão, aproveito que ele estava tentando desprender o machado do chão, então dou um chute em sua barriga.

Ele cambaleia um pouco para trás e joga o machado na minha direção, que corta o meu braço e bate em um cano de gás, que explode.

Aproveitando que eu estava olhando para o fundo corte que estava sangrando no meu braço, ele me pega pelo pescoço e me joga encima de outro cano.

– Agora você sabe o que é sangrar, daqui a pouco a sua cidade toda vai sangrar! – Ele diz e continua apertando o meu pescoço.

Eu já esta quase desmaiando quando algo explode atrás dele fazendo-o me soltar e pegar o seu machado, fugindo logo em seguida.

Olho para cima e vejo um cara descendo pela corda do helicóptero. Ele aterrissa no chão e tira o capacete mostrando que ele não é um cara e sim a Taylor.

Ela solta um suspiro e vem correndo até mim.

– Águia 1 persiga o inimigo! – Ela fala no rádio e logo o helicóptero começa a atirar no cara, que ainda estava tentando fugir. Vejo o mesmo soltar um rugido e dar um salto bem alto, sumindo dos nossos campos de vista.

Taylor se agacha na minha frente.

– Eu estou aqui. – Ela diz e me pega no colo.

Solto um gemido quase chorando pelo corte que estava doendo muito.

– Vai ficar tudo bem. – Diz.

* *

– Ahh! – Gemo de dor quando Taylor tirar um pequeno pedaço de metal de dentro do corte.

– Você vai ficar bem. – Diz e coloca o metal em um frasco.

– Eu nunca senti uma dor assim antes. – Digo com a voz fraca. – Eu nunca tinha sentido dor!

– Você não é indestrutível Lauren. – Taylor diz saindo de perto de mim.

– Você fez muito bem deixando aquele alien te cortar pela metade. – Lance diz debochado. – Temos que identificar a arma dele para poder derrotá-lo.

Taylor coloca o frasco em uma maquina e logo a estrutura do metal aparece na tela do computador.

– Veja só! – Lance diz tirando o frasco da máquina e solta uma risada. – Você ajudou.

Olho para Taylor que estava séria.

– Você sabia sobre a minha mãe? Que foi ela quem prendeu todos aqueles alienígenas? – Pergunto e ela me olha culpada.

– Era por isso que eu não queria você por ai, se mostrando, mostrando isso. – Ela aponta para o S no meu peito. – Os fugitivos de Ford Ross fariam de tudo para se vingarem da sua mãe, e o único jeito de fazerem isso agora é te machucando... Eu só estou tentando te proteger.

Abaixo a cabeça.

– Você tinha razão, o mundo não precisa de mim. – Digo sorrindo sem mostrar os dentes e me levanto da mesa.

Saio da sala segurando o choro deixando uma Taylor confusa para trás.

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