Vitor

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***

Dias atuais

Nina saiu do quarto onde Javier estava e não conseguiu segurar as lágrimas.  Seu irmão estava ali naquela cama, e ninguém podia dizer se ele se recuperaria. Parecia que o caos se instalara na família.

Saindo do quarto ela olhou para o pai, mas antes que pudesse fazer algo, sentiu Vitor puxar seu corpo para ele e foi beijada. 

Ela sentiu seu chão sumir,  não acreditava que isso podia estar acontecendo, Vitor o seu Vitor estava com a boca colada a dela. E finalmente ela conhecia o sabor da boca dele.

Ele se afastou um tempo depois e ela se deu conta de onde estavam, corou. 

- Nina...

Tocando os lábios com as mãos ela olhou para ele...

- Não se arrependa, Vitor.

Olhando nos olhos dela, ele disse baixinho:

- Nem se o inferno congelasse  eu poderia me arrepender disso. De te beijar. Sei que o momento...

Nina ficou séria antes de se afastar.

- Você está com pena de mim. Pensa que eu não sei? 

Ele ficou zangado quando ouviu ela falar aquilo. Mulher teimosa,  será que nunca viu o que ele sentia? Pelo jeito ele teria que mostrar a ela.

- Carlo,  se algo mudar e não estivermos aqui ainda, por favor me avise. Vamos.

Nina parou e olhou feio para ele.

- Você não manda em mim Vitor. Eu não vou com você. 

Chegando a milímetros dela ele disse em alto.

- Se não quiser que fale para todos aqui o que guardo a mais de cinco anos, acho melhor vir comigo, Nina. 

Ela não se moveu.

- Mulher teimosa.

- Acostume - se. - Foi tudo o que Carlo disse - Elas são terríveis. 

O noivo de Cara gargalhou e foi recompensado por uma cotovelada dela. Enquanto Alissa chegava perto de Nina.

- Docinho, vá com ele e escute o que ele tem a dizer, não jogue fora a oportunidade de algo com o homem que você ama. 

Nina olhou para todos que assentiram... - Como vocês...

Cara falou: - Você é transparente Nina, sempre soubemos que você amava Vitor. Desde o primeiro dia.

Foi a vez dele ofegar. 

- Como assim? Nina...

- Seu idiota maior. Minha irmã e louca por você desde que te viu. Então se não quiser ser morto. Cuide disso e de um jeito que ela fique feliz. 

Vitor fez que sim e puxando ela pela mão saiu do hospital. 

- Vitor o que afinal você quer? Porque agora?

Ele ficou em silêncio com o olhar fixo na estrada. 

- Vitor...

Olhando para ela pela primeira vez desde que estavam na estrada ele falou:

- Nina duende, seja uma boa menina e fique quieta.

Ela se remexeu no banco dizendo

- Será que você não vê que eu não sou mais uma menina? Eu sou uma mulher.

Ele deu um sorriso de canto de boca e olhando bem nos olhos dela disse:

- Sim, eu sei que você é uma mulher. Agora me pergunto até onde você sabe ser  a minha mulher...

Ela simplesmente olhou para ele sem reação,  seria possível que seus sonhos pudessem se tornar realidade? 

- Você tem pena de mim, isso sim.

Ele desceu o carro para beira da estrada.

- Porque eu teria pena de você?  Mulher, olhe para você,  você é linda, educada, gentil, forte para caramba! E uma profissional excelente Nina. Eu olho para você e penso que você merece o melhor, um homem melhor, mas eu não posso deixar você ir, eu amo você a tempo demais para simplesmente te deixar nos braços de outro homem. Então se você merece um homem melhor,  eu serei esse homem. 

E a beijou. 

Nina se rendeu e correspondeu. Ele estava ali. Dizendo que a queria e ela o queria mais que ao ar.

MEU TORMENTO 02 - um amor esquecidoOnde histórias criam vida. Descubra agora