Capítulo 31

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Perdi as contas de quantas horas fiquei sentada naquele sofá,  procurando uma solução em que ficaria com meu filho e ainda conseguiria salvar todos do Raul.

Meu telefone tocou várias vezes e eu nem conseguia atender, não saberia esconder minha angustia de quem quer que seja, ainda mais se fosse o Antony ou a July; logo em seguida o telefone do apartamento também começou a dar sinal da sua existência, coloquei para vibrar, mas logo uma voz se fez ouvir, era a July deixando um recado na secretária eletrônica.

- " Ana,você está aí? Se você estiver nesse apartamento juro que te mato quando te ver. O Antony e as crianças estão preocupados; Volta pra sua casa e acalma a sua família.

Minha família,  foi como se eu tivesse levado um soco na boca do estômago,  aquelas pessoas eram minha família,  elas eram importantes para mim, minha base,  o apoio que eu precisava para respirar todos os dias.

Preciso contar ao Antony, mas como?

Saio correndo do apartamento e aceno para o primeiro táxi que passa, em menos de meia hora estou atravessando os portões daquela mansão que outrora me amendrontava com tamanha imponência e agora eu simplesmente chamava de lar.

- ANA! - ouço a voz do Antony e uma calma toma conta do meu corpo, ele me abraça como se dependesse daquilo para respirar e eu tenho uma sensação de segurança que jamais tive na vida. Ele é meu porto seguro.- Onde esteve? estava tão preocupado.

- Preciso conversar com vc em um lugar que nenhuma câmera possa ver e não me pergunte sobre isso, só me leve.- eu sussurro em seu ouvido enquanto te abraço.

- Quero te mostrar uma coisa vem?- ele segura minha mão e me leva em direção as escadas, passamos pelo corredor onde a maioria dos quartos da mansão se encontram e dobramos em um corredor onde outras portas se encontravam, ele me levou até uma dessas portas e me fez entrar, lá dentro tinha um quarto vazio e ele puxou uma peça no teto que era quase imperceptível pra quem não soubesse que estava ali e uma escada apareceu, subimos a escada e encontramos um cômodo com várias caixas,  malas e estantes com vários objetos.

- Esse sótão tem todas as recordações dessa casa, desde brinquedos do meu avô, até objetos das meninas de quando eram bebês.

- É incrível e eu juro que em outra ocasião lhe darei toda a atenção necessária, mas por hoje preciso que me ajude.

- O que aconteceu Ana?

- Uma hora dessa ele já deve ter percebido que sumimos de todas as câmeras então temos que ser rápidos.

- Do que está falando?

- Estamos sendo observados.

- Observados? Por quem?

- O homem que sequestrou meu filho.

- Como assim?  Você descobriu onde seu filho está?

- Eu não descobri, ele vem nos rondando à algumas semanas e hoje se revelou pra mim.

- Nos rondando? Quem é Ana?

- Lembra daquele homem que esbarramos no shopping e que estava com um garotinho.

- Sim!Você se encantou com o menino até. Ana ele é....?

- Meu filho? Sim é e aquele homem foi quem o sequestrou.

- Precisamos avisar a polícia. Agora.

- Eu não posso fazer isso, ele nos ameaçou, a mim, o meu filho, as meninas, a July e a você, eu não suportaria que nada de ruim acontecesse a nenhum de vocês.- eu falo e o abraço em seguida, sem conseguir segurar as lágrimas.

Eu vou te encontrar.Histórias para pegar e não largar. Descubra agora