Capítulo 5

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Eu sentia uma dor de cabeça insuportável e meus olhos por mais que tentasse não conseguiam se manter abertos eu sentia pessoas me tocando e falando perto de mim mais não conseguia identificar quem eram e nem onde eu estava eu tentava pedir socorro mais ninguém vinha pra me ajudar e eu me descontrolava e logo sentia uma pessoa ao meu lado poucos minutos depois o cansaço me abatia e eu flutuava para um mundo onde tudo era negro.

.......

Eu abri meus olhos pela primeira vez no que eu poderia dizer que foram dias, a primeira coisa que eu vi foi um teto todo branco, quando olhei para o meu lado esquerdo tinha uma parede onde tinha uma janela que me mostrava que lá fora era noite tinha uma máquina do lado da minha cama que não parava de apitar, acho que isso é bom porque se não tivesse apitando significaria que estava morta mas ainda não sei se estar viva é melhor do que estar morta.
Olhando para o meu lado direito tinha uma cortina que estava totalmente estendida e um pedestal que segurava alguma espécie de soro eu ergui meu tronco me apoiando sobre os braços e olhando pra frente e outra cortina tampava a minha visão do que estava atrás dela ou tampava a visão de quem estava de fora do que estava aqui dentro.

- ei você acordou.

Eu olhei para o canto da cortina a minha frente que tinha sido afastado para passar uma Juliet muito diferente daqui eu conheci essa Juliet tinha uma sombra nos olhos que nunca estiveram ali, além das olheiras que aparentavam que ela estava a dias sem dormir direito.

- porquê estou aqui July?

- você não se lembra?

E quando ela perguntou isso foi como se uma avalanche de recordações tomasse conta do meu cérebro a festa, o Raul, meu pai no meu quarto seu ataque e abuso contra mim e eu comecei a chorar.

- como ele foi capaz de fazer isso comigo July?

Ela veio até perto de mim e me deu um abraço forte que fez com que eu chorasse muito mais.

- oh meu anjo aquele homem não tinha coração, ele era um monstro.

- mas eu era sua filha, ele tinha obrigação de me proteger não tinha?- ele disse que era minha culpa?

- a única maldita coisa que ele tinha que fazer na fudida vida dele era cuidar de você de te amar e vamos combinar que isso é a coisa mais fácil de se fazer e ele foi um fracasso até nisso.

Ela deixou de me abraçar pra me olhar e começou a enxugar minhas lágrimas com suas mãos e agora eu percebia que ela também estava chorando.

- eu tenho só uma coisa para te dizer não foi, não é e nunca será sua culpa o que aconteceu, ele era um bastardo egoista que não amava ninguém nem a si mesmo.

- eu o matei, eu matei meu próprio pai eu também não sou uma boa pessoa.

- escuta aqui você é a melhor pessoa que eu conheci durante toda a minha vida e o que você fez foi só para se defender, você não deve se culpar de ter matado aquele homem, na verdade você tinha que ganhar uma medalha por ter eliminado aquela escória do planeta terra.

- não faz isso apesar de tudo ele é um ser humano e ninguém pode tirar a vida de outra pessoa.

- eu sei querida mais depois de tudo que ele te fez você não deve se preocupar nem com a alma daquele desgraçado

- eu sei é que...

- a nossa dorminhoca acordou e você dona Juliet nem para nos chamar.

- desculpa doutor eu ia chamar mais ela começou a chorar e...

- tudo bem eu entendo, agora eu preciso que você me dê licença que eu preciso examinar a nossa menina.

E para a minha surpresa a Juliet não deu nenhuma das suas respostas espertinhas e pelo contrário começou a corar o que eu perdi durante esse tempo que eu estava dormindo aliás à quanto tempo eu estava dormindo?

Eu vou te encontrar.Histórias para pegar e não largar. Descubra agora