Decidida a se declarar ao seu grande amor, Marinette descobre o quão duro é amar. E é nesse meio de descobertas, que uma semelhança inconcebível entre ela e seu gatinho vem à tona: ambos foram rejeitados por suas paixões, agora platônicas.
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—Não! –Levei a minha mão até a boca, ainda sem acreditar.
Nino concordou com a cabeça, e Alya, que até então estava ao seu lado, em choque, se pronunciou:
—Pelo amor de deus, esse homem é horrível! Como pode expulsar o próprio filho de casa?
Nino e eu também queríamos saber.
—E por que ele foi expulso? –Perguntei.
Nino deu de ombros, e explicou que Adrien não havia explicado a ele.
—Que estranho. –Alya disse.
—Muito – Concordei. –, o Senhor Gabriel me pareceu gostar muito do filho. Pelo visto foi algo grave.
Continuamos conversando sobre, enquanto esperávamos por mais noticias de Adrien. Pelo visto ele iria sair da casa dele hoje.
De repente algo surgiu em minha mente: e se ele fosse akumatizado?
Fiquei perdida em meus próprios devaneios. Não sabia mais o que sentia por Adrien, mas sabia que, acima de tudo, éramos amigos, e eu não queria que ele fosse akumatizado. Na verdade, não queria que ninguém fosse akumatizado, nunca.
—Mari – Alya estralou os dedos na minha frente–, você pode?
—Posso o que?
Nino riu baixinho, e Alya sorriu descaradamente.
—Enquanto você estava pensando seja lá o que for eu e Nino estávamos pensando em propor alguma ajuda ao Adrien. O pai dele disse que vai continuar pagando a escola, mas que, a partir de hoje, ele não se responsabilizara pelo que Adrien gastar... Então pensamos que Nino e eu, podíamos ajuda-lo arrumando um serviço para ele, e você podia oferecer sua casa por um tempo.
Arqueei uma sobrancelha para ela. Adrien era meu amigo, claro, mas oferecer minha casa era um pouco de mais.
—Eu sei muito bem que é um pedido um tanto quanto ousado, até entendo se você não quiser ajudar. –Nino me disse, parecendo ter lido meus pensamentos. –Mas o Adrien não tem nenhuma família aqui por perto, era só ele e o pai. E vocês ultimamente estão próximos.
Pensei mais um pouco.
—Está legal. Mas quero que vocês saibam que eu não estou fazendo isso por causa do planinho de vocês, que sei muito bem que armaram para juntar eu e Adrien. Estou fazendo isso por ele, meuamigo.
Os dois riram e negaram qualquer envolvimento com esse plano que eu, supostamente, criei na minha cabeça.
—Mas, quero que saibam que não é nada certo, eu ainda preciso conversar com meus pais a respeito e...