Decidida a se declarar ao seu grande amor, Marinette descobre o quão duro é amar. E é nesse meio de descobertas, que uma semelhança inconcebível entre ela e seu gatinho vem à tona: ambos foram rejeitados por suas paixões, agora platônicas.
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Já havia passado uma semana, e meu pé já não doía mais.
Todavia, uma dor maior estava sendo minha companheira durante meu tempo de molho em casa: dor de coração partido.
Eu ainda não acreditava que Marinette havia feito àquilo comigo. Eu passava toda aquela cena estúpida na minha cabeça, e cada vez mais parecia pior.
Era inacreditável.
Ela tinha até armado todo um plano... Falou que iria cuidar da Manon, para ir ao shopping se encontrar com o Luka.
Eu pensei muitas vezes em ir dar um cacete no Luka, mas graças ao meu pé, isso não foi possível. De toda a forma, outra coisa me impedia: por algum motivo desconhecido, ele havia voltado a modelar em Londres.
Pelo menos isso havia sido bom nessa história toda.
Também evitei meu pai ao máximo, não queria papo com ele. Estava cansado e irritado de ser sempre manipulado tanto por ele, como por Marinette.
Meu plano era ir embora assim que tirasse a tala do pé, o que seria em menos de uma semana e meia.
Agora, para minha infelicidade, meu pai estava mais próximo, ou pelo menos tentava.
Mas eu não tinha coragem o suficiente para lhe dirigir a palavra. Estava bravo demais para ter, ao menos, cinco minutos de prosa com ele.
E foi, nesse período sem poder sair por causa do pé, que constatei como eu era um fracassado.
—Posso entrar? –Uma voz soou atrás da porta, me tirando dos meus devaneios.
Respondi que não, mas a pessoa abriu mesmo assim.
Era Alya.
Droga.
—Eu podia estar pelado, sabia?
—Eca, Adrien. Que nojo! –Ela fez careta, imaginando a cena.
Eu não queria papo com ela, estava ciente de que, tudo que fosse falado aqui, chegaria ao ouvido de Marinette.
E eu estava fugindo de mais problemas.
O pior era que Nino agora namorava Alya. Não que isso fosse ruim, não era. Eu torcia pela felicidade do meu amigo. O que era ruim dessa história era que isso me impedia de conversar abertamente com meu amigo, o único de verdade.
—O que você quer? –Perguntei ríspido.
—Você sabe muito bem. –Ela devolveu a rispidez.
Ofeguei.
—Não quero falar sobre isso. Se vier só para tentar mudar minha cabeça, pode ir embora. –Pedi.
—Adrien, ela não quer nem comer por sua culpa! –Alya gritou, ignorando o que eu havia dito.