Decidida a se declarar ao seu grande amor, Marinette descobre o quão duro é amar. E é nesse meio de descobertas, que uma semelhança inconcebível entre ela e seu gatinho vem à tona: ambos foram rejeitados por suas paixões, agora platônicas.
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Tikki me encarou, e eu, ainda vermelha pelo que havia acontecido, comecei a pedir para ela não complicar ainda mais a situação.
—Vocês iam se beijar! –Ela disse mais uma vez.
Eu fiquei corada novamente.
—Acho que eu vou ir dormir, amanhã ainda tenho aula. –Falei fingindo não ter ouvido o comentário dela. Mas mal sabia eu que, dormir, era o que eu menos faria naquela noite.
~ ♡ ~
Mal fechei os olhos e tive que acordar.
Foi nesse momento que me amaldiçoei mentalmente por ficar pensando tanto em Chat Noir: em seus olhos verdes como esmeralda, no seu sorriso branco e, por incrível que possa parecer, nas piadinhas e cantadas sem graça dele.
Por um momento, desejei que ele estivesse aqui. Outrora, queria que minha tia tivesse demorado só mais um pouco para ligar... Mas, aparentemente, o assunto era mais importante, e ela não pode esperar.
Espantei meus pensamentos, e decidi me aprontar para a escola. Tomei um banho rápido, ainda me lembrando do toque dele no meu rosto, senti aquele sentimento gostoso de novo, um misto de ansiedade e alegria, e tenho quase certeza que meu rosto corou mais uma vez.
E fui para a escola, sem conseguir esconder o sorriso no rosto.
—Uau, Mari. Eu fico algumas horas longe da sua pessoa, e aí você me resolve aparecer com essa cara de apaixonada e um sorriso bobo. O que eu perdi?
Fiquei envergonhada, e brava comigo mesma por ter que esconder o que aconteceu ontem para minha própria amiga.
Entramos na sala, e eu decidi contar alguns detalhes:
—Eu quase beijei um menino ontem. –Falei baixinho, preparada para contar mais algumas partes da noite de ontem para Alya mas, rapidamente, Nino e Adrien viraram para nossa direção, e eu decidi deixar o resto pra depois.
—Eu disse que ela ia superar rápido! Me deve dez pratas. –Nino falou e Alya o fuzilou com os olhos.
—Vocês ficam apostando em mim? –Falei fingindo estar zangada.
Alya pigarreou, depois disse que não sabia de nada e Nino ficou sem entender. Dei de ombros, mas logo fiquei desconfortável em ver Adrien me olhando descaradamente, quando ele percebeu que eu tornei a encara-lo também, virou para frente.
—O que deu em vocês dois? –Nino perguntou e eu fiquei igual a ele, sem entender o que tinha dado em Adrien.
A aula prosseguiu devagar, e eu, como sempre, não consegui prestar atenção em nada, pois minha cabeça estava longe, me trazendo pensamentos importunos, sem minha permissão: o quase beijo de Chat, e a troca de olhares breves entre eu e Adrien.
—Quem é ele? –Alya sussurrou, e eu olhei para ela.
Não, eu definitivamente não podia contar quem era o menino, quero dizer, o gatinho, que me enrolou toda ontem. Alya ficaria doida, e não me deixaria em paz nem um segundo se soubesse que o suposto menino, era nada mais que Chat Noir, um de seus maiores ídolos.
—Ninguém importante. –Falei por fim, Alya me olhou com cara de poucos amigos, respirou fundo e com uma cara de "vou descobrir tudo, mocinha", virou para frente. E eu decidi fazer o mesmo.
Quando a aula acabou, Alya e Nino ficaram me questionando quem era o garoto sortudo. Eu disse que não iria contar, porque ainda não era nada certo. E eles fizeram um "uh" de desaprovação.
Adrien ficou calado o tempo todo, com um sorrisinho no rosto. Não entendi o porquê, mas também decidi não perguntar.
Acho que, no fim, a Alya estava mais empolgada do que a mim mesma, e Nino estava extasiado porque iria ganhar dez pratas por minha culpa.
Os dois, decidiram ir para uma lanchonete. E me convidaram para ir, mas recusei. Quem sou eu para ficar de vela, em plena sexta feira? Não, obrigada. Prefiro ficar em casa, se meu destino é ficar para titia, que assim fosse.
—Fico feliz que você está bem agora, Mari – Adrien falou ao meu lado, e eu tomei um susto em notar que ele ainda estava aqui–, e me desculpa de novo.
—Não precisa ficar se desculpando toda hora, Adrien. Sério, eu já te desculpei e entendi que entre a gente não pode rolar nada. –Tentei dar um sorriso para ele, mas falhei gravemente ao vê-lo esboçar um sorrisinho amargo – O que foi?
Ele me encarou, e por um segundo todos aqueles sentimentos que eu sentia por ele, voltaram.
—Eu me arrependo mesmo, Mari.
Eu engasguei, tinha quase certeza que havia sentindo minhas pernas ficarem bambas, e um mar de borboletas invadirem minha barriga.
—Se arrependeu, pelo que? –Minha voz saiu falhada, eu queria ter certeza se era daquilo mesmo que ele estava falando. Eu ainda estava tentando me manter firme e em pé, mas tudo começou a rodar.
—Por ter falado aquilo, e ter te perdido para outro. –Ele disse sussurrando a ultima parte, depois foi para o carro e me deixou plantada ali na frente, sem entender nada.
E eu vi o carro se afastar, levando junto meu coração.
----------------------------- Notas da autora:
Oi, minha gente linda <3 Como estão vocês? Espero que super bem!
Hoje o capitulo foi meio pequeno, mas foi importante para o decorrer da história, e em breve vocês saberão o porque, hehe.
Já tenho alguns capítulos adiantados da fic, por isso vou (tentar) postar todos os dias um capítulo. O que acham? Estou ansiosa para saber!
Aliás, obrigada por todos os votos e comentários. Vocês são fofos ao extremo, e me enchem de alegria todos os dias. Pedi de natal para ter muito amor, e parece que o velhinho Noel atendeu aos meus pedidos e me deu de presente umas pessoas maravilhosas como vocês.