Decidida a se declarar ao seu grande amor, Marinette descobre o quão duro é amar. E é nesse meio de descobertas, que uma semelhança inconcebível entre ela e seu gatinho vem à tona: ambos foram rejeitados por suas paixões, agora platônicas.
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
—Adrien! –Mari gritou, assim que sai.
Pensei em ignora-la. Eu ainda estava mal pelo que havia acontecido, e muito confuso.
Mas ao contrário disso, fiquei parado. Esperando ela dizer o que tinha para falar.
Ela estava com os cabelos soltos, do jeito que eu adorava. Tinha as bochechas rosadas e estava ofegante, tinha também o semblante de quem havia corrido muito.
Estava linda como sempre.
—O que foi? –Tentei soar normal, mas minha voz saiu um pouco ríspida.
Ela, parecendo também ter percebido o tom da minha voz seca, recuou.
—Eu vim pedir desculpas. –Ela disse um pouco baixo.
Falei que a desculpava, e virei para ir embora.
—Eu – Ela começou a falar, me fazendo parar e olhar diretamente em seu rosto, que parecia de porcelana, delicado e gracioso. – não devia ter feito aquilo. Fui infantil. Eu deveria ter escutado melhor você, ouvir sua parte da história. Mas eu estava com a cabeça cheia. Me perdoe.
Desta vez foi ela que deu o primeiro passo para ir embora, assim que terminou de falar. Mas, antes que ela conseguisse, a segurei, e olhei fundo nos seus olhos.
Estava com saudade dela.
Eu tinha a visto, na luta de ontem, mas não tinha sido a mesma coisa. Ainda era estranho pensar que era ela aquele tempo todo.
Eu ainda precisava de um tempo para digerir tudo que havia acontecido, por isso, até então, eu não havia tomado coragem de dizer a ela toda a verdade.
Pensei em todas as coisas que eu podia falar para ela, naquele momento. Pensei em contar que eu era Chat Noir, e que eu sabia de tudo. Mas fiquei calado. As palavras simplesmente não saiam da minha boca.
—Adrien? –Ela perguntou, ao perceber que eu afrontava ela, sem dizer uma palavra.
Pisquei os olhos lentamente.
Ainda não era hora de dizer a ela que sabia de tudo. Por isso, apenas falei:
—Não precisa pedir desculpas. Eu, hm, só precisava de um tempo, sozinho.
Ela assentiu. E novamente se posicionou para sair. Mas eu a segurei, de novo, e a tempo, e dei-lhe um abraço.
—Eu queria poder te contar tudo o que está acontecendo. Mas ainda não estou seguro para dizer. Você promete que, quando eu estiver pronto, vai me ouvir? –Desvencilhei do abraço e olhei para ela.
Mari assentiu, e eu sorri aliviado.
—Agora, mocinho, não se esqueça de que você tem trabalho duro para fazer hoje. Meus pais te deram moleza essa semana, porque estavam preocupados. Acabou a folga. –Ela disse, rindo. Aliviando toda a tensão. Me contagiando de sua alegria.