Capítulo 15 - Marinette

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—Adrien, me desculpe falar

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—Adrien, me desculpe falar. Mas como confeiteiro, você é um ótimo modelo. –Falei rindo, ao ver a obra de arte que Adrien fez no biscoito.

—Ah, vai! Me dá um crédito? Ficou bonitinho... –Ele respondeu com um sorriso travesso no rosto.

Olhei para ele, fingindo ser uma daquelas juradas de programas culinários.

—E o que é isso, senhor Agreste?

Ao notar minha brincadeira, Adrien falou:

—Uma deliciosa bolacha de massa folhada, com uma impressionante obra de arte, representando uma linda...

Ele parou e coçou a cabeça.

—Uma linda obra abstrata.

Comecei a gargalhar e, entre uma risada ou outra, respondi:

—É biscoito, não bolacha!

Ele mostrou a língua.

—Não, é uma obra de arte.

—Mas parece um ET atropelado por um caminhão! –Respondi, e Adrien fez uma carinha triste. –Ei, não vale fazer essa cara!

Ele chegou mais perto de mim.

—Por que não? Você não resiste?

Respirei fundo, corada, desconhecendo o ato dele.

—Me desculpe. –Ele disse, e se afastou.

Ficamos em silêncio por algum tempo, até terminarmos todos as tarefas. Adrien me olhava e, às vezes, gesticulava. Mas não dizia nada.

Quando acabamos tudo, subi para meu quarto. Ainda atordoada.

Adrien me lembrou de Chat Noir, novamente.

Sentei na cama, e comecei a apontar semelhanças entre os dois. De novo. Agora, adicionando a lista, o fato de ele ter falado como o Chat.

—Não é possível.

—O que não é possível? –Chat Noir disse, me assustando.

—Há quanto tempo está aqui? –Perguntei, olhando desconfiada.

Ele respondeu que há dois ou três minutos.

—A porta estava aberta. –Ele disse como se fosse algo peculiar.

—Eu precisava de um pouco de ar. Pensei que, com a varanda aberta, eu iria conseguir pensar melhor. –Falei baixinho.

Chat se levantou, e se sentou ao meu lado, no divã.

—E o que te deixou assim? Precisando de um ar? –As palavras saiam como um doce da boca dele. E isso, de certa forma, estava me tranquilizando.

Ele sabia mesmo brincar comigo.

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