Capítulo 7 - Marinette

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No dia seguinte, levantei sem querer, após levar cutucões leves no braço, eram delicados como os de Tikki, mas um pouco mais fortes, o que me fez suspeitar não ser a minha kwami que estava tentando me acordar

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No dia seguinte, levantei sem querer, após levar cutucões leves no braço, eram delicados como os de Tikki, mas um pouco mais fortes, o que me fez suspeitar não ser a minha kwami que estava tentando me acordar.

Abri os olhos devagar, e ao ver a imagem da minha melhor amiga próxima da minha cama, me encarando com uma cara de curiosidade, tive vontade de voltar a dormir.

Por isso, taquei uma das almofadas nela e voltei a sonhar, mas não consegui. Ela continuou parada ali, de braços cruzados.

—O que foi? –Falei depois de um tempo.

Dei uma encarada no relógio e vi o quanto ainda era cedo, se não era para falar mal de mim ou coisas do tipo, por eu estar atrasada, qual seria o sentido da visita dela?

—O que? –Perguntei de novo. – Não estou atrasada pra escola ou coisas do gênero.

Ela então tacou o celular na minha cara, e arqueou a sobrancelha brava. Foi então que vi uma foto de Chat Noir, saindo da minha varanda.

—É montagem. –Tento mentir.

—Não, não é.

Respiro fundo, Alya era a mestra da edição. Sabia muito bem quando algo era fake ou não.

—Sim, tem razão. Não é. –Eu digo dando por vencida. Ela me encara novamente, surpresa, desta vez por eu ter admitido. –O que foi? Você não queria que eu ficasse mentindo e desviando o assunto, não é?

Ela discordou e gesticulou com as mãos, para que eu continuasse. Dei um murmuro cansado. Eu ainda estava acordando.

—Alya, ainda faltam uma hora e meia para a aula, me dá um credito, vai? –Eu Respondi.

Ela negou com a cabeça, ainda sem dizer muito, pelo visto, eu não teria escapatória.

—Tá, não tenho como fugir, já entendi. OK, eu admito: me encontro com Chat algumas vezes, nada com compromisso. E acho que estou um pouco apaixonada por ele.

—Você está o que?! –Percebo a cagada que acabei de falar, quando Alya me perguntou com entusiasmo. –Ah, cara! Eu preciso falar no Ladyblog que Chat noir está tendo um affaire! Não acredito!

Corri até a direção dela e tapei sua boca com minhas mãos, eu não queria que ninguém soubesse, não daquele jeito. E não por hora.

—Alya...

Ela me olhou com uma cara de tudo bem não vou contar, me fazendo  agradecer mentalmente por ter uma amiga tão legal e fiel, como Alya.

—Mas quando você tirou essa foto? –Perguntei.

—Ontem, a praça estava muito movimentada e eu decidi ver. –Ela respondeu, como se fosse algo comum.

Foi ai que minha ficha caiu. Eu estava ferrada, muito ferrada.

—Quer dizer que outras pessoas...?

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