Capítulo 27 - Marinette

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Saí da sala, aos prantos

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Saí da sala, aos prantos.

Ele não queria me ver, e simplesmente pediu com a boca cheia de ódio que eu fosse embora...

Alya me abraçou, assim que me viu sair da sala chorando, tentei explicar a ela o que havia acontecido, mas as palavras não saiam. Então apenas chorei.

—Marinette, vá pra casa. Você está aqui desde a tarde passada. Deve estar cansada. –Alya falou depois de um tempo.

Eu sentei na cadeira do hospital.

—Não, não vou sair... Alya, amanhã ele tem alta. Quero conversar com ele. –Pedi choramingando.

Ela se sentou ao meu lado e começou a acariciar minhas costas.

—Eu sei pequena. Mas isso faz mal, amiga. Tenho certeza que você não pregou os olhos essa noite, e que deve estar só com essas comidinhas horríveis de hospital na barriga.

Encolhi na cadeira, no fundo, eu sabia que era verdade.

—Vamos pra casa. Eu já fui e voltei, duas vezes, e você ainda está aqui. Estou preocupada.

—Mas ele me pediu para sair. –Segurei o choro, mas a essa altura do campeonato, minhas palavras já estavam saindo com tom choroso novamente.

—Eu sei Mari. Mas pensa, ele estava medicado, como você disse. Às vezes se alterou por causa do remédio.

Eu queria acreditar que era por causa daquilo, mas no fundo sabia que Adrien estava revoltado comigo, por causa do Luka. Todavia, decidi seguir o conselho da Alya, e fui para casa, mesmo contra minha vontade. Sabia que, no fundo, eu precisava dar um tempo para ele.

Mas isso era uma espécie de tortura.

Eu queria ficar com ele, segurar sua mão de novo, como fiz durante toda a noite, enquanto pedia a Deus que ele se recuperasse rápido, e dizer a ele a verdade.

Mas ao contrário disso, fui embora.

Planejei ir a pé para minha casa, que era perto do hospital, mas Alya implorou que eu pedisse um táxi, ao me ver cambaleando de fraqueza. Olhei minha carteira e avistei apenas o dinheiro do presente do Adrien. Eu não podia gasta-lo, era para comprar algo para ele... Por isso, esperei Alya ir embora e fui depois, sem chamar nenhum táxi, a pé mesmo.

Mas me arrependi assim que, no caminho de casa, para variar, avistei Luka.

Não demorou muito para ele vir falar comigo:

—Me desculpa mesmo, Marinette.

Respirei fundo.

Fingi não ter ouvido e continuei seguindo o caminho pra casa. Mas ele pediu desculpas mais uma vez.

—Você tá feliz? –Parei no meio do caminho, olhei para trás e perguntei, segurando o choro novamente.

—Como assim?

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